Assembleia Legislativa da Bahia aprova nome de Carlos Pitta para teatro do Centro de Convenções de Feira de Santana

A Assembleia Legislativa da Bahia aprovou, na terça-feira (28/04/2026), por unanimidade, durante a 26ª Sessão Ordinária, o projeto de lei que denomina de Carlos Pitta o teatro do Centro de Convenções de Feira de Santana. A proposta, de autoria do deputado estadual Robinson Almeida, já havia recebido parecer favorável das comissões temáticas antes de ser submetida ao plenário, consolidando o reconhecimento institucional ao artista feirense.

Reconhecimento institucional ao legado cultural

A aprovação unânime reforça a valorização da trajetória de Carlos Pitta, apontado como um dos principais nomes da música popular baiana nascido em Feira de Santana. Segundo o autor da proposta, a homenagem busca preservar a memória de um artista que projetou a cultura regional para além das fronteiras do estado.

Em declaração no plenário, Robinson Almeida destacou que o músico “merece ser eternizado”, ressaltando sua contribuição para a difusão da identidade cultural nordestina no cenário nacional e internacional. O parlamentar afirmou ainda que a iniciativa tem caráter simbólico e educativo, ao associar o espaço cultural ao legado artístico do homenageado.

O teatro integra o complexo do Centro de Convenções de Feira de Santana, equipamento considerado estratégico para a dinamização da economia criativa e para o fortalecimento da agenda cultural no interior baiano.

Trajetória de mais de quatro décadas na música

Nascido em Feira de Santana em 3 de março de 1955, Carlos Pitta construiu uma carreira sólida ao longo de mais de 40 anos. Atuando como cantor, compositor, instrumentista e pesquisador musical, o artista transitou entre gêneros como forró, samba e música regional nordestina, consolidando um repertório marcado pela valorização das raízes culturais.

Ao longo de sua trajetória, lançou mais de 16 álbuns e teve composições gravadas por artistas de projeção nacional, como Elba Ramalho, Daniela Mercury, Alcione e Margareth Menezes. Entre suas obras mais conhecidas está a canção Cometa Mambembe, considerada um marco em sua discografia.

Além da atuação no Brasil, Pitta participou de festivais internacionais, levando a música baiana a países como Suíça e Alemanha, o que contribuiu para ampliar a visibilidade da produção cultural nordestina no exterior.

Morte e repercussão no meio cultural

Carlos Pitta faleceu em 7 de janeiro de 2025, em Salvador, aos 69 anos, em decorrência de complicações associadas à diabetes. Sua morte gerou ampla repercussão no meio artístico e cultural da Bahia, com manifestações de reconhecimento à sua contribuição para a música brasileira.

A homenagem aprovada pela ALBA ocorre pouco mais de um ano após seu falecimento, reforçando o movimento de institucionalização de sua memória e de valorização de sua obra no contexto cultural baiano.

Equipamento cultural estratégico para o interior

O teatro que passa a levar o nome do artista integra o Centro de Convenções de Feira de Santana, equipamento entregue pelo governador Jerônimo Rodrigues. O complexo foi concebido para impulsionar o turismo de negócios, além de ampliar a oferta de espaços para eventos culturais na segunda maior cidade do estado.

A escolha do nome para o teatro reforça a conexão entre infraestrutura pública e identidade cultural local, associando o equipamento a uma referência artística diretamente vinculada à cidade.

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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia

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