Deputado Robinson Almeida propõe Título de Cidadão Baiano para o ministro Alexandre Padilha por atuação na saúde pública da Bahia

O deputado estadual Robinson Almeida (PT), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa da Bahia, apresentou nesta quinta-feira (21/05/2026) Projeto de Resolução para conceder ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o Título de Cidadão Baiano, honraria destinada a personalidades que tenham prestado relevantes serviços ao Estado. A proposta, que ainda depende de apreciação em plenário pelos deputados estaduais, justifica a homenagem pela atuação do ministro na defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), na ampliação de políticas públicas de saúde e no apoio a investimentos federais voltados à rede pública baiana.

Proposta será analisada pela Assembleia Legislativa da Bahia

A iniciativa apresentada por Robinson Almeida prevê que a entrega da honraria ocorra em sessão especial, em data a ser definida pela Assembleia Legislativa da Bahia após a tramitação da matéria. O parlamentar afirma que a concessão do título representa reconhecimento à contribuição de Alexandre Padilha para o fortalecimento das políticas públicas de saúde e para o desenvolvimento social do Estado.

Na justificativa, Robinson Almeida sustenta que Padilha mantém uma relação institucional de cooperação com a Bahia, especialmente por meio de ações vinculadas ao Ministério da Saúde, ao Governo Federal, ao Governo do Estado e aos municípios baianos. Segundo o deputado, essa atuação teria contribuído para ampliar investimentos, fortalecer a atenção básica, expandir a cobertura médica e reforçar a assistência em regiões do interior.

O texto também destaca a interlocução do ministro com movimentos sociais, universidades, entidades da área da saúde e gestores públicos, elemento citado pelo parlamentar como parte da trajetória de diálogo institucional de Padilha. A proposta, entretanto, ainda precisa passar pelo rito legislativo próprio antes de eventual concessão da honraria.

Trajetória de Alexandre Padilha na saúde pública

Alexandre Padilha é médico infectologista e tem trajetória política vinculada ao Partido dos Trabalhadores. De acordo com o currículo oficial do Ministério da Saúde, ele é deputado federal reeleito por São Paulo, está licenciado do mandato, foi ministro das Relações Institucionais entre 2009 e 2010 e novamente de janeiro de 2023 a março de 2025, além de ter comandado o Ministério da Saúde entre 2011 e 2014, durante o governo Dilma Rousseff.

O Ministério da Saúde também informa que Padilha é médico infectologista pela USP, PhD em Saúde Pública pela Unicamp e professor universitário. Em março de 2025, ele reassumiu o Ministério da Saúde no governo Lula, com discurso voltado à redução do tempo de espera no SUS, ao fortalecimento da ciência e à reorganização de políticas públicas federais.

Na avaliação de Robinson Almeida, a trajetória de Padilha é marcada pela formulação de políticas públicas voltadas à cidadania, pela ampliação do acesso aos serviços públicos essenciais e pela defesa de programas estruturantes. O parlamentar afirma que o ministro “sempre pautou sua atuação pelo compromisso com a redução das desigualdades sociais e regionais e pela consolidação de políticas públicas estruturantes para o povo brasileiro”.

Mais Médicos, SUS e interiorização da assistência

Um dos pontos centrais da justificativa apresentada pelo deputado é a atuação de Padilha na implementação e ampliação de programas como o Mais Médicos, iniciativa voltada à interiorização da assistência médica e à ampliação da presença de profissionais em municípios com maior carência de atendimento.

Robinson Almeida associa a homenagem ao papel de Padilha na defesa do SUS e na ampliação da assistência à saúde em municípios baianos. Segundo o parlamentar, o ministro tem contribuído para fortalecer a rede pública estadual por meio da ampliação de investimentos federais, da cooperação com a gestão estadual e do apoio a municípios do interior.

O deputado também cita investimentos recentes vinculados ao PAC Saúde, mencionando repasses superiores a R$ 300 milhões, além da destinação de 107 novas ambulâncias do SAMU e equipamentos para unidades de saúde. Esses recursos, conforme a argumentação apresentada, integram um esforço de expansão da capacidade de atendimento e da estrutura pública de saúde na Bahia.

Relação institucional com a Bahia

Robinson Almeida afirma que Padilha é um “aliado da Bahia” no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o deputado, a atuação do ministro tem sido percebida em áreas como atenção básica, cobertura médica, transporte sanitário, equipamentos de saúde e cooperação federativa.

A proposta de concessão do Título de Cidadão Baiano também ressalta a relação de Padilha com universidades baianas, movimentos sociais e entidades ligadas ao setor da saúde. Segundo Robinson, o ministro demonstra sensibilidade às demandas do povo baiano e aos desafios enfrentados pelo Estado nas áreas da saúde pública e do desenvolvimento social.

Na visão do parlamentar, a homenagem simboliza o reconhecimento institucional da Bahia a um agente público com atuação nacional. O texto apresentado à Assembleia Legislativa sustenta que Padilha tem trajetória associada à democracia, à inclusão social e à construção de políticas públicas voltadas à melhoria das condições de vida da população brasileira.

Honraria tem caráter político e institucional

O Título de Cidadão Baiano é uma das honrarias concedidas pela Assembleia Legislativa da Bahia a pessoas nascidas fora do Estado que tenham desenvolvido ações consideradas relevantes para a sociedade baiana. No caso de Alexandre Padilha, a justificativa apresentada por Robinson Almeida concentra-se na atuação do ministro na área da saúde pública.

A concessão da honraria, contudo, não é automática. O Projeto de Resolução precisa ser apreciado pelos parlamentares e aprovado conforme as normas internas da Assembleia Legislativa. Somente após essa etapa poderá ser marcada a sessão especial para entrega do título.

A proposta ocorre em um contexto de forte presença da agenda da saúde pública no debate federativo. A ampliação da rede do SUS, o financiamento da atenção básica, a oferta de médicos no interior e a melhoria da infraestrutura hospitalar permanecem como temas centrais para estados e municípios, especialmente em regiões que dependem de maior cooperação entre União, governo estadual e administrações locais.

Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia

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