Governador Jerônimo destaca educação e juventude em ato do PGP 2026 em Ipirá
Em Ipirá, no sábado (06/06/2026), o governador da Bahia e pré-candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues, participou do Ato da Juventude, Cultura e Educação do Programa de Governo Participativo (PGP 2026), reunindo centenas de jovens de municípios do Território Bacia do Jacuípe em um encontro voltado à escuta social, à valorização da educação pública e à construção de propostas para o próximo ciclo de governo.
Ato do PGP 2026 reúne juventude da Bacia do Jacuípe
O encontro em Ipirá integrou a agenda territorial do PGP 2026, metodologia utilizada para reunir demandas, relatos e propostas da população em diferentes regiões da Bahia. A atividade teve como eixo central a participação da juventude, com foco em educação, cultura, inclusão social, acesso ao ensino superior e permanência dos jovens em seus próprios territórios.
Durante o ato, estudantes e representantes de políticas públicas de juventude apresentaram relatos pessoais sobre os efeitos de programas estaduais em suas trajetórias. As falas destacaram o papel da educação como instrumento de mobilidade social, sobretudo em municípios do interior, onde o acesso à universidade e a programas de permanência estudantil ainda representa um desafio para parte expressiva da população jovem.
Jerônimo Rodrigues afirmou que as demandas da região passaram por transformações significativas nas últimas décadas. Segundo ele, municípios que antes concentravam reivindicações em torno de água e infraestrutura básica passaram a discutir temas como universidade, inovação, cultura, formação profissional e oportunidades de desenvolvimento local.
Governador associa mudanças sociais ao avanço das políticas públicas
Ao discursar para os participantes, Jerônimo afirmou que a mudança na pauta da juventude reflete alterações nas condições de vida da população. Ele lembrou que, em períodos anteriores, a prioridade de muitas comunidades era garantir acesso a serviços essenciais, enquanto, atualmente, os jovens apresentam demandas relacionadas a formação acadêmica, emprego, cultura e futuro profissional.
“Lá atrás, a população dizia: segura um pouco tudo aí que a gente quer água. Hoje nós começamos essa jornada da juventude falando de terra, semente, água, esperança, educação e futuro. Isso mostra o quanto a vida das pessoas mudou e o quanto esse território contribuiu para construir políticas públicas para toda a Bahia”, afirmou o governador.
A declaração buscou vincular a agenda territorial do PGP a um processo de continuidade administrativa e ampliação de políticas públicas. No contexto do encontro, a educação foi apresentada como eixo estruturante para a permanência dos jovens no interior, especialmente em regiões marcadas historicamente por carências de infraestrutura, oportunidades econômicas e acesso regular a serviços públicos.
Jovens relatam impacto de políticas públicas na formação educacional
Representando a juventude do território, Izabelly Oliveira Almeida, coordenadora de políticas para a juventude de Mairi e integrante do Fórum Estadual de Gestores de Políticas Públicas de Juventude, defendeu a participação social como caminho para ampliar oportunidades. Ela afirmou que sua própria trajetória foi influenciada por ações voltadas ao protagonismo juvenil.
“Hoje eu estou onde estou justamente pelas políticas públicas de juventude. Ajudei a criar o primeiro grêmio estudantil da minha cidade e tenho muito orgulho de representar essa juventude que acredita na participação e na transformação através da política”, declarou Izabelly.
O relato reforçou uma das principais mensagens do ato: a ideia de que políticas públicas direcionadas à juventude podem produzir efeitos para além do acesso a serviços, alcançando também a formação cidadã, a organização estudantil e a participação em espaços institucionais.
Estudante cita Mais Futuro como apoio à permanência universitária
A estudante de Direito Ana Cecília também relatou ao público a influência de programas estaduais em sua trajetória acadêmica. Segundo ela, as políticas públicas contribuíram para sua chegada à universidade e para sua permanência estudando fora do município de origem.
“Foi através dessas políticas públicas que eu descobri que era capaz de chegar à universidade. Hoje eu me mantenho estudando em Feira de Santana graças ao Mais Futuro. Tem muito do Governo da Bahia na minha vida e na vida de centenas de jovens que tiveram a oportunidade de continuar estudando”, afirmou.
O depoimento destacou a relevância de programas de permanência estudantil, como o Mais Futuro, para estudantes que precisam se deslocar ou residir em cidades-polo para cursar o ensino superior. Em territórios do interior, a permanência universitária costuma envolver custos com transporte, alimentação, moradia e material acadêmico, o que torna esse tipo de política pública decisivo para a continuidade dos estudos.
PGP 2026 combina escuta territorial e construção coletiva
O Programa de Governo Participativo tem como proposta reunir contribuições da sociedade para a formulação de diretrizes do próximo ciclo administrativo. No caso de Ipirá, o ato da juventude antecedeu a plenária territorial da Bacia do Jacuípe, marcada para este domingo (07/06/2026).
A metodologia combina escuta popular, participação de lideranças locais, diálogo com setores sociais e sistematização de propostas por território. No encontro deste sábado, a juventude foi tratada como segmento estratégico para a formulação de políticas públicas voltadas à educação, cultura, inovação, emprego e desenvolvimento regional.
Ao reunir relatos de estudantes e gestores de políticas públicas, o ato evidenciou a tentativa de vincular a elaboração do programa de governo a experiências concretas de beneficiários de ações estaduais. Essa abordagem reforça a dimensão política do PGP, mas também amplia o debate sobre como os programas públicos são percebidos pelas populações dos territórios baianos.
Educação, cultura e permanência no território
A agenda em Ipirá evidenciou um tema recorrente em debates sobre juventude no interior da Bahia: a necessidade de criar condições para que jovens possam estudar, trabalhar, produzir cultura e construir perspectivas de futuro sem serem obrigados a migrar definitivamente para grandes centros urbanos.
Nesse sentido, a ênfase em educação e permanência estudantil dialoga com desafios históricos do semiárido e de territórios interioranos. A ampliação do acesso à universidade, embora relevante, não resolve isoladamente as desigualdades regionais. Ela precisa estar associada a políticas de transporte, assistência estudantil, conectividade, formação técnica, cultura, emprego e desenvolvimento econômico local.
O ato também reforçou a centralidade da juventude como público estratégico no processo eleitoral de 2026. Ao ouvir relatos de estudantes e gestores jovens, a agenda do PGP buscou transformar experiências individuais em argumento político e institucional sobre a continuidade de programas públicos.
Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia




