Zé Roberto aponta Carlo Ancelotti como diferencial da Seleção Brasileira na Copa do Mundo e vê caminho para o hexacampeonato

A contratação de Carlo Ancelotti para comandar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 é vista por Zé Roberto como um dos principais fatores que podem impulsionar o Brasil na competição. Com experiência em duas Copas do Mundo e uma carreira consolidada no futebol europeu, o ex-jogador considera que a presença do treinador italiano representa uma transformação no modelo de gestão da equipe nacional e pode contribuir para a retomada do protagonismo brasileiro no cenário internacional.

Em entrevista à FIFA, Zé Roberto destacou que a nomeação de um técnico estrangeiro para liderar a Seleção simboliza uma mudança de mentalidade no futebol brasileiro. Para ele, a decisão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) rompe com uma tradição histórica e oferece ao elenco uma nova perspectiva de trabalho em um ciclo que se estenderá até 2030.

O ex-meia também avalia que a estabilidade proporcionada pela permanência de Ancelotti no cargo pode ser um elemento importante para recuperar a confiança do grupo e consolidar uma identidade de jogo em um período marcado por sucessivas mudanças de comando técnico.

Estabilidade no comando é apontada como principal avanço

Segundo Zé Roberto, a escolha de Carlo Ancelotti representa uma das decisões mais relevantes tomadas pela CBF nos últimos anos. O ex-atleta afirma que o futebol contemporâneo exige mais do que talento individual, demandando organização, planejamento e continuidade de trabalho.

Para ele, as frequentes trocas de treinadores registradas em ciclos anteriores dificultaram a construção de um projeto consistente dentro da Seleção Brasileira. Nesse contexto, a permanência de Ancelotti até o fim da década pode criar condições para o desenvolvimento de um ambiente mais estável e previsível.

A experiência internacional do treinador italiano também é apontada como um diferencial. Ao longo da carreira, Ancelotti conquistou títulos nacionais e continentais em diferentes países, acumulando passagens por clubes de destaque do futebol europeu.

Zé Roberto acredita em crescimento da equipe durante o torneio

Apesar de reconhecer que o Brasil não chega à Copa do Mundo como principal favorito ao título, Zé Roberto considera que a Seleção pode crescer ao longo da competição.

Na avaliação do ex-jogador, torneios de curta duração exigem preparação psicológica e capacidade de adaptação estratégica. Por isso, ele acredita que a liderança de Ancelotti pode se tornar decisiva especialmente nos confrontos eliminatórios.

Zé Roberto argumenta que uma eventual classificação para as quartas de final poderia elevar significativamente a confiança do elenco, criando condições para uma trajetória mais consistente rumo ao objetivo do hexacampeonato.

Argentina, França e Espanha aparecem entre as favoritas

Ao analisar o cenário internacional, o ex-meia apontou Argentina, França e Espanha como seleções que chegam à Copa do Mundo entre as principais candidatas ao título.

Ainda assim, ele sustenta que o Brasil possui um diferencial relevante em relação aos concorrentes. Para Zé Roberto, Carlo Ancelotti reúne características que o colocam entre os treinadores mais preparados do futebol mundial, fator que pode equilibrar a disputa diante de adversários considerados fortes tecnicamente.

A avaliação reforça a expectativa criada em torno do trabalho do treinador italiano, que assumiu o comando da equipe em meio ao processo de preparação para o Mundial.

Ex-jogador relembra experiências em Copas do Mundo

Duas décadas após sua última participação em uma Copa do Mundo, Zé Roberto afirma enxergar de forma diferente os ciclos vividos com a camisa da Seleção Brasileira.

Em 1998, integrou o elenco vice-campeão mundial na França. Já em 2002, acabou ficando fora da lista final da equipe que conquistou o pentacampeonato na Coreia do Sul e no Japão.

Sua segunda participação em Mundiais aconteceu em 2006, na Alemanha. Naquele torneio, atuou ao lado do grupo que ficou conhecido como “quadrado mágico”, formado por Kaká, Ronaldinho, Ronaldo e Adriano. Mesmo contando com atletas que estavam entre os principais nomes do futebol mundial, a Seleção foi eliminada nas quartas de final pela França.

Mudança nas gerações alterou perfil da Seleção

Ao comparar o futebol atual com o cenário vivido há duas décadas, Zé Roberto avalia que houve mudanças significativas no perfil dos elencos.

Segundo ele, tornou-se mais difícil reunir em uma mesma equipe um número elevado de jogadores considerados referências mundiais em suas posições. Essa transformação exigiu da Seleção Brasileira uma adaptação na forma de competir.

O ex-atleta destaca que os ciclos posteriores passaram a depender mais da construção coletiva e da organização tática do que exclusivamente do talento individual, refletindo uma tendência observada no futebol internacional.

Trauma de 2014 afetou relação entre torcida e Seleção

Na avaliação de Zé Roberto, a eliminação sofrida pelo Brasil na Copa do Mundo de 2014 provocou impactos que ultrapassaram os resultados dentro de campo.

Para ele, a derrota em território nacional gerou uma ruptura na relação entre parte da torcida e a Seleção Brasileira, reduzindo o nível de identificação observado em ciclos anteriores.

O ex-jogador acredita que o futebol se tornou mais físico e estratégico nos últimos anos e entende que o atual momento pode representar uma oportunidade para reconstruir a conexão entre equipe e torcedores. Nesse cenário, a chegada de Carlo Ancelotti é vista como um elemento capaz de contribuir para esse processo de renovação.

Redação do Jornal Grande Bahia

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