Copa do Mundo 2026: Seleções asiáticas batem recorde de participantes, mas encerram campanha com desafios para 2030
A Confederação Asiática de Futebol (AFC) alcançou um marco histórico ao levar nove seleções à Copa do Mundo da FIFA 2026, estabelecendo o maior número de representantes do continente em uma única edição do torneio. Apesar do recorde de participantes, o desempenho coletivo ficou abaixo das expectativas, com apenas Austrália e Japão alcançando a fase eliminatória.
As demais seleções encerraram suas campanhas ainda na fase de grupos ou ficaram próximas da classificação. Arábia Saudita, Catar, Iraque, Jordânia e Uzbequistão terminaram sem vitórias e na última posição de seus respectivos grupos. Já RI do Irã e República da Coreia ficaram fora da fase seguinte por critérios de classificação entre os melhores terceiros colocados.
Após o encerramento da competição, as federações nacionais iniciam o planejamento para o próximo ciclo internacional, que inclui a Copa da Ásia e a preparação para a Copa do Mundo de 2030, com foco na renovação dos elencos e no desenvolvimento de jovens atletas.
Austrália e Japão avançam, mas ficam pelo caminho no mata-mata
Entre as seleções asiáticas, apenas Austrália e Japão superaram a fase de grupos.
A seleção australiana repetiu a campanha da edição anterior ao alcançar novamente a fase eliminatória. O desempenho defensivo foi um dos destaques, com apenas três gols sofridos em quatro partidas, além da consolidação de jovens atletas como Patrick Beach, Lucas Herrington, Paul Okon-Engstler e Nestory Irankunda.
O Japão também avançou ao mata-mata após registrar resultados expressivos durante a fase de grupos, incluindo sua maior goleada em Copas do Mundo. Entretanto, acabou eliminado pela terceira edição consecutiva logo na primeira fase eliminatória após sofrer a virada diante do Brasil.
Irã, Coreia do Sul e estreantes deixam sinais positivos
A RI do Irã terminou invicta na competição, com três empates, mas ficou em nono lugar entre os terceiros colocados, posição insuficiente para alcançar a fase de 32 avos de final.
Na República da Coreia, a campanha começou com vitória sobre a República Tcheca, mas duas derrotas consecutivas provocaram a eliminação ainda na fase de grupos. O encerramento da participação também marcou o início de um novo processo de renovação técnica.
Entre os estreantes, Uzbequistão e Jordânia encerraram suas participações sem classificação, mas conquistaram feitos históricos ao marcarem seus primeiros gols em Copas do Mundo. O Iraque, de volta ao torneio após quatro décadas, também demonstrou competitividade diante de adversários considerados favoritos.
Renovação passa a ser prioridade para o ciclo até 2030
Diversas seleções anunciaram ou iniciaram processos de renovação após o Mundial.
No Irã, o técnico Amir Ghalenoei permanecerá no comando e já confirmou o início de uma transição para reduzir a média de idade do elenco.
A República da Coreia iniciou a busca por um novo treinador após a saída de Hong Myungbo, enquanto a Jordânia confirmou a chegada de Badou Zaki para liderar o novo ciclo.
Na Austrália, Japão, Arábia Saudita e Uzbequistão, a expectativa está voltada para a consolidação das novas gerações que ganharam experiência durante a Copa do Mundo.
Copa da Ásia será o principal teste antes do Mundial de 2030
Antes da próxima Copa do Mundo, as seleções asiáticas terão como principal compromisso a Copa da Ásia da AFC, considerada etapa importante para consolidar projetos esportivos e promover a integração de novos atletas.
O Catar, bicampeão continental, buscará o terceiro título consecutivo. Já seleções como Austrália, Japão, Arábia Saudita, Irã, Coreia do Sul, Iraque, Jordânia e Uzbequistão utilizarão a competição como preparação para o ciclo que culminará na Copa do Mundo de 2030.
A expectativa das federações é transformar a experiência adquirida em 2026 em uma base para ampliar a competitividade das seleções asiáticas nos próximos torneios internacionais.
Redação do Jornal Grande Bahia




