Novas tarifas de importação dos EUA entram em vigor
A Casa Branca anunciou nesta terça-feira (01/04/2025) que as novas tarifas de importação dos Estados Unidos entraram em vigor na quarta-feira (02/04/2025), no mesmo dia em que serão oficialmente divulgadas pelo presidente Donald Trump. A informação foi confirmada pela secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, durante coletiva à imprensa.
Trump já havia indicado, desde fevereiro, sua intenção de estabelecer tarifas sobre a importação de automóveis. Desde sua posse em 20 de janeiro de 2025, o presidente assinou ordens executivas impondo tarifas a produtos de Canadá, México e China, além de ameaçar medidas contra a União Europeia (UE), sob alegação de um desequilíbrio comercial desfavorável aos EUA.
A decisão gerou reações no cenário internacional. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a UE busca uma solução diplomática, mas declarou que o bloco está preparado para responder caso as tarifas afetem seus interesses. Em discurso ao Parlamento Europeu, Von der Leyen destacou que o fluxo comercial entre os EUA e a UE é equilibrado, mas reforçou que medidas poderão ser adotadas caso seja necessário.
Especialistas apontam que as novas tarifas podem impactar o setor automotivo e agravar tensões comerciais globais. O governo dos EUA argumenta que a medida visa proteger a indústria nacional, enquanto seus parceiros comerciais alertam para possíveis retaliações econômicas.
Senado aprova projeto de lei com sanções contra tarifas impostas ao Brasil
O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (01/04/2025) um projeto de lei que estabelece sanções comerciais contra países que adotem medidas protecionistas contra o Brasil. O texto segue para a Câmara dos Deputados, onde será analisado em meio ao anúncio de novas tarifas dos Estados Unidos sobre a importação de diversos produtos.
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) destacou que a proposta fornecerá instrumentos legais para que o Brasil adote contramedidas a barreiras comerciais impostas por outros países. A iniciativa surge após o governo dos EUA impor tarifas sobre aço e alumínio, incluindo produtos brasileiros, e sinalizar novos reajustes tarifários para setores estratégicos.
Durante a apresentação do projeto, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que a proposta não tem caráter retaliatório, mas busca oferecer ao governo mecanismos para reagir a barreiras comerciais. A parlamentar ressaltou que a Organização Mundial do Comércio (OMC) enfrenta dificuldades desde 2020, o que limita o uso de seus mecanismos de resolução de disputas.
O projeto de lei estabelece três situações em que o Brasil poderá adotar medidas de resposta:
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Adoção de barreiras comerciais unilaterais por outros países;
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Violação de acordos comerciais internacionais;
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Exigência de padrões ambientais mais rigorosos do que os praticados pelo Brasil.
Caso tais condições sejam identificadas, o Brasil poderá impor impostos, taxas ou restrições a importações de bens e serviços dos países envolvidos, além de suspender concessões comerciais, de investimento ou de propriedade intelectual.
O presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), declarou que pedirá tramitação em regime de urgência na Câmara dos Deputados para garantir que o governo tenha instrumentos para reagir rapidamente a novas sanções comerciais.
*Com informações da Sputnik News.
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Redação do Jornal Grande Bahia




