Bicheiro Rogério de Andrade e 19 policiais são alvos de operação no RJ
Investigação do Ministério Público do Estado (MPRJ) aponta que os agentes faziam a segurança armada de pontos de jogos de azar do contraventor na região de Bangu
O bicheiro Rogério de Andrade e 19 policiais foram alvos de uma operação deflagrada na manhã desta terça-feira (10) no Rio de Janeiro. O Ministério Público do Estado (MPRJ), juntamente com as corregedorias da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) — cumpre 20 mandados de prisão preventiva contra o contraventor e a rede de agentes públicos de segurança que protegia seus negócios ilegais.
Essas ordens de prisão estão sendo cumpridas em endereços na capital fluminense, Belford Roxo, Duque de Caxias, Nilópolis e São João de Meriti (Baixada Fluminense), e Mangaratiba (Costa Verde). Há também mandados sendo executados na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
Segundo as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os policiais envolvidos na quadrilha atuavam como uma milícia privada para garantir a segurança de pontos de jogos de azar dominados por Rogério de Andrade na região de Bangu, na zona oeste do Rio. Para manter o esquema funcionando livremente, o grupo praticava corrupção de forma sistemática, comprando o silêncio e a conivência de autoridades.
Os PMs envolvidos atuavam na Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SSGP), no Batalhão de Policiamento de Vias Expressas (BPVE) e nos 4º, 6º, 14º, 17º, 22º, 23º e 41º Batalhões de Polícia Militar (BPM).
Os alvos da operação vão responder na Justiça por constituição de organização criminosa armada — crime agravado pelo envolvimento de funcionários públicos e pela ligação com outras quadrilhas — e por corrupção ativa e passiva.




