CPMI do INSS solicita ao STF prisão preventiva de 21 investigados por fraudes contra aposentados
A CPMI do INSS aprovou, na segunda-feira (01/09/2025), com 26 votos favoráveis e nenhum contrário, requerimento para que o Supremo Tribunal Federal (STF) determine a prisão preventiva de 21 pessoas denunciadas por participação em fraudes contra aposentados e pensionistas. Entre os investigados estão Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”, lobista; Maurício Camisotti, empresário controlador de associações investigadas; e ex-dirigentes do INSS, como Alessandro Stefanutto, André Fidelis e Vanderlei Barbosa dos Santos.
Fundamentação do pedido de prisão
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), apresentou a proposta de prisão preventiva durante o depoimento do advogado Eli Cohen, alegando que as medidas são necessárias “por conveniência da instrução criminal, garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal”.
O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), destacou que todos os investigados constam nas apurações da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) e que até o momento não houve prisões ou bloqueio de bens, caracterizando um cenário de impunidade vergonhosa.
Lista de investigados e perfil dos envolvidos
O requerimento encaminhado ao STF inclui 21 nomes, entre empresários, lobistas, ex-dirigentes do INSS e colaboradores das associações suspeitas. Entre os principais citados estão:
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Antônio Carlos Camilo Antunes, lobista;
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Maurício Camisotti, empresário;
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Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS;
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André Fidelis, ex-diretor de Benefícios;
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Vanderlei Barbosa dos Santos, ex-diretor do órgão;
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Virgílio de Oliveira Filho, ex-procurador-geral;
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Entre outros que atuariam em associações como Ambec, Unsbras e Cebap, responsáveis por fraudes bilionárias.
Depoimento do advogado Eli Cohen
O advogado Eli Cohen respondeu a questionamentos de deputados e senadores por mais de oito horas, detalhando o esquema de fraudes e citando suposto envolvimento de bancos e empréstimos consignados a aposentados e pensionistas, incluindo instituições como Banco BMG, Banco Master e PicPay.
Durante a sessão, parlamentares como Jorge Seif solicitaram à PF que revele nomes de senadores e deputados que supostamente recebiam mesadas das entidades investigadas, enquanto Rogério Correia e Paulo Pimenta questionaram a ausência de provas documentais para sustentar todas as denúncias apresentadas.
Próximos passos da CPMI
O STF, por meio do ministro André Mendonça, deverá decidir sobre a prisão preventiva dos 21 envolvidos. A comissão também planeja aprofundar a investigação sobre empréstimos consignados fraudulentos e suposto suporte político ao esquema, mantendo reuniões periódicas e solicitando informações complementares à PF e à CGU.
*Com informações da Agência Senado.
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Redação do Jornal Grande Bahia




