Deputado Robinson Almeida critica gestão do prefeito Bruno Reis e aponta “colapso” na saúde pública de Salvador

Nesta quinta-feira (02/04/2026), o deputado estadual Robinson Almeida (PT) fez críticas à gestão do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), após a suspensão do serviço de avaliação vascular especializada nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital baiana. O parlamentar atribuiu a decisão à condução da Secretaria Municipal de Saúde e afirmou que a medida compromete diretamente o atendimento à população, ao mesmo tempo em que amplia a pressão sobre a rede estadual de saúde.

Segundo Robinson Almeida, a interrupção do atendimento vascular nas UPAs representa uma redução relevante na capacidade de resposta do sistema municipal de saúde, especialmente para pacientes que dependem de atendimento imediato e especializado. O deputado classificou a medida como “irresponsável” e afirmou que ela afeta principalmente as camadas mais vulneráveis da população.

De acordo com o parlamentar, a decisão tende a provocar um efeito em cadeia, deslocando a demanda para unidades de maior complexidade, o que pode resultar em sobrecarga da rede estadual. Ele destacou que a ausência de serviços intermediários agrava o fluxo do sistema, dificultando o acesso a atendimentos essenciais.

Robinson também questionou a condução administrativa da prefeitura, afirmando que há um distanciamento entre as decisões da gestão e as necessidades concretas da população usuária do sistema público de saúde.

Diagnóstico sobre a atenção básica

O deputado apontou que os problemas enfrentados pelas UPAs refletem fragilidades estruturais na atenção básica municipal, incluindo baixa cobertura, escassez de profissionais e ausência de especialistas em unidades de saúde. Segundo ele, a falta de investimentos em prevenção contribui para o agravamento de quadros clínicos que poderiam ser tratados em estágio inicial.

Na avaliação do parlamentar, o enfraquecimento da atenção primária compromete toda a rede, uma vez que aumenta a demanda por atendimentos de média e alta complexidade. Ele ressaltou que a descontinuidade de serviços essenciais compromete a lógica do sistema de saúde, que depende de integração entre níveis de atendimento.

O deputado também afirmou que a gestão municipal não tem priorizado políticas preventivas, o que, segundo ele, impacta diretamente indicadores de saúde pública e eleva a pressão sobre hospitais e unidades especializadas.

Acusações de uso político da administração municipal

Além das críticas à área da saúde, Robinson Almeida acusou o prefeito Bruno Reis de utilizar a estrutura administrativa com finalidade política. Segundo ele, a prefeitura estaria sendo utilizada como instrumento de articulação eleitoral em benefício de lideranças políticas aliadas.

O parlamentar afirmou que há nomeações de aliados oriundos do interior do estado em cargos estratégicos da administração municipal, o que, em sua avaliação, indica uma priorização de interesses políticos em detrimento da gestão técnica.

Robinson também declarou que a condução política da prefeitura estaria vinculada a interesses eleitorais mais amplos, com foco em articulações futuras no cenário estadual.

Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia

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