Economia brasileira cresce 0,6% em fevereiro de 2026 e atinge maior nível da série histórica, aponta Banco Central

A economia brasileira registrou crescimento de 0,6% em fevereiro de 2026, na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados pelo Banco Central na quinta-feira (16/04/2026). O resultado é medido pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

De acordo com o levantamento, este é o quinto resultado positivo consecutivo e representa o maior nível da série histórica iniciada em janeiro de 2003. O desempenho superou as expectativas do mercado, que projetava alta de 0,47% para o período.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelo setor industrial, que avançou 1,2%, seguido pelos serviços, com alta de 0,3%, e pela agropecuária, que registrou crescimento de 0,2% no mês.

Desempenho acumulado reforça trajetória de crescimento

No trimestre encerrado em fevereiro de 2026, em comparação ao trimestre finalizado em novembro de 2025, o IBC-Br apresentou alta de 1,1%, indicando continuidade da expansão econômica no curto prazo.

Já no acumulado dos últimos 12 meses, o indicador registrou crescimento de 1,9%, com destaque para a agropecuária, que avançou 9,7%, seguida pelos serviços (1,9%) e pela indústria (0,8%).

Os dados refletem a contribuição dos principais setores produtivos para a atividade econômica, com variações distintas entre os segmentos analisados.

Indústria lidera crescimento mensal

O setor industrial foi o principal responsável pelo resultado de fevereiro, com crescimento de 1,2%, consolidando-se como o motor da expansão no período analisado.

Os serviços também contribuíram para o desempenho positivo, com variação de 0,3%, mantendo tendência de crescimento moderado. A agropecuária, por sua vez, registrou alta de 0,2%, reforçando participação no resultado geral.

A combinação dos três setores foi determinante para o avanço do indicador e para a manutenção da sequência de resultados positivos.

Entenda o IBC-Br e sua relação com o PIB

O IBC-Br é divulgado mensalmente pelo Banco Central e reúne informações dos setores de indústria, comércio, serviços e agropecuária, sendo utilizado como referência para acompanhar a atividade econômica do país.

O indicador é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país. Sua divulgação ocorre, em média, 45 dias após o mês de referência.

Diferentemente do cálculo oficial do PIB, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IBC-Br não inclui o componente da demanda, concentrando-se na análise da oferta e da produção.

Perspectivas a partir dos dados recentes

O desempenho acima das projeções indica um cenário de crescimento sustentado no curto prazo, com base na continuidade dos resultados positivos registrados nos últimos meses.

A evolução do IBC-Br será acompanhada pelos agentes econômicos como indicador antecedente do PIB, auxiliando na avaliação de tendências da economia brasileira.

A consolidação dos dados ao longo do ano dependerá da dinâmica dos setores produtivos e de fatores internos e externos que influenciam a atividade econômica.

*Com informações da Sputnik News.

Redação do Jornal Grande Bahia

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