Ex-ministro Rui Costa cita 10 milhões de trabalhadores formais sob Lula e convoca ato de Jerônimo em Irecê
O candidato ao Senado pelo PT da Bahia e ex-ministro da Casa Civil Rui Costa afirmou, nesta sexta-feira (14/08/2026), em entrevista à Rádio Caraíbas, que o Brasil alcançou um recorde no número de trabalhadores com carteira assinada durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ex-governador, o crescimento chegou a 10 milhões de pessoas. Rui também atribuiu à gestão federal a expansão do emprego e da renda, contrapôs os investimentos de Lula à atuação do governo de Jair Bolsonaro, destacou a rede hospitalar baiana e convocou a população para o primeiro ato da campanha do governador Jerônimo Rodrigues, marcado para domingo (16), em Irecê.
Rui Costa apresenta emprego formal como resultado do governo Lula
Durante a entrevista, Rui Costa colocou o mercado de trabalho no centro de sua defesa do governo federal. O candidato afirmou que a ampliação do emprego formal foi anunciada pelo próprio presidente Lula e classificou o resultado como um recorde nacional.
“O presidente Lula anunciou o número recorde de crescimento de 10 milhões de pessoas com carteira assinada. Ou seja, o emprego cresceu muito no Brasil”, declarou.
A afirmação foi utilizada pelo ex-ministro para sustentar que a geração de emprego e renda permaneceu entre as prioridades da atual administração federal. Rui associou o aumento das contratações formais às políticas adotadas pelo governo Lula, embora o conteúdo da entrevista não detalhe o período considerado, a base estatística ou a metodologia utilizada para chegar ao número de 10 milhões.
O candidato também declarou que, durante o atual governo, a criação de postos de trabalho teria superado o avanço do desemprego em todos os anos. A formulação integrou o argumento político de que a gestão federal teria mantido uma trajetória favorável no mercado de trabalho.
Candidato contrapõe Lula e Bolsonaro
Ao comparar as administrações federais, Rui Costa afirmou que a taxa de desemprego dobrou durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi apresentada sem a indicação do período inicial e final da comparação, dos percentuais utilizados ou da fonte estatística adotada.
A crítica foi ampliada para os investimentos federais destinados à Bahia. O candidato questionou publicamente quais entregas teriam sido realizadas no estado durante a gestão anterior.
“O que Bolsonaro entregou na Bahia? Nada!”, afirmou.
A declaração representa a avaliação política de Rui Costa sobre o governo Bolsonaro. O conteúdo fornecido não relaciona obras, programas, repasses ou séries orçamentárias que permitam comparar, de maneira documental, os investimentos federais realizados na Bahia pelas duas administrações.
Ainda assim, o contraste entre os dois governos deverá ocupar espaço relevante na campanha eleitoral. Rui procura associar sua candidatura ao Senado e a reeleição de Jerônimo Rodrigues à continuidade da parceria política e administrativa com Lula, enquanto atribui à gestão anterior ausência de investimentos estruturantes no estado.
Saúde aparece como vitrine dos investimentos na Bahia
A área da saúde foi apresentada pelo candidato como um dos principais resultados da articulação entre os governos federal e estadual. Rui afirmou que a Bahia ocupa a segunda posição nacional em número de hospitais, atrás apenas de São Paulo.
Segundo os números citados na entrevista, São Paulo teria 94 hospitais, enquanto a Bahia teria 56 unidades. O ex-ministro também declarou que outros oito hospitais estão em construção no território baiano.
“A Bahia é o segundo estado do Brasil com o maior número de hospitais. Primeiro é São Paulo, 94 hospitais, e depois é Bahia, 56 hospitais”, disse.
Rui vinculou a expansão da rede à interiorização dos serviços de saúde. Citou as regiões de Irecê e do Oeste da Bahia como exemplos de áreas que teriam recebido atendimentos anteriormente indisponíveis, além de afirmar que a estratégia alcançou diferentes regiões do estado.
O candidato destacou, especificamente, a oferta de cirurgia cardíaca fora da capital. Ao criticar adversários estaduais não identificados nominalmente nesse trecho da entrevista, declarou que eles teriam governado a Bahia durante 40 anos sem implantar o serviço no interior.
“Nós levamos para o interior, inclusive aí para a região de Irecê, para o Oeste, para todas as regiões do estado, serviços que não existiam. Eles governaram a Bahia 40 anos e não tinha cirurgia cardíaca no interior”, afirmou.
Os números apresentados não vieram acompanhados, no conteúdo fornecido, da relação nominal das unidades, do critério empregado para classificar os estabelecimentos como hospitais nem da separação entre redes pública, privada, filantrópica, federal, estadual ou municipal. Também não foram informados os municípios, os investimentos, as etapas de execução ou os prazos de entrega dos oito hospitais mencionados.
Chapa do PT prepara primeiro ato de campanha em Irecê
No encerramento da entrevista, Rui Costa convocou os moradores de Irecê e dos municípios da região para o primeiro ato da campanha liderada por Jerônimo Rodrigues, candidato à reeleição ao Governo da Bahia.
A mobilização está prevista para o domingo (16/08/2026), em Irecê. O texto fornecido não informa horário, endereço ou programação detalhada do evento.
O ato reunirá a chapa denominada por seus integrantes como “time de Lula”, composta por Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner, todos candidatos pelo Partido dos Trabalhadores. Jerônimo disputa a permanência no Governo da Bahia, enquanto Rui e Wagner concorrem ao Senado.
A escolha de Irecê para a abertura das atividades reforça a estratégia de iniciar a campanha no interior do estado. A região também foi mencionada por Rui ao tratar da ampliação dos serviços de saúde, conectando a agenda eleitoral às realizações reivindicadas pelo grupo governista.
Emprego, saúde e integração política orientam discurso eleitoral
A entrevista revela os principais eixos que deverão ser explorados pela candidatura governista na Bahia: a geração de empregos no país, os investimentos federais no estado, a expansão da rede de saúde e a integração política entre Lula, Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner.
Ao apresentar esses temas de maneira articulada, Rui defendeu a continuidade do mesmo grupo nos governos federal e estadual e buscou atribuir resultados administrativos à cooperação entre as duas esferas. A argumentação também estabelece uma oposição direta ao governo Bolsonaro e aos adversários que comandaram a Bahia em períodos anteriores.
O discurso associa indicadores econômicos nacionais a entregas estaduais, transformando a relação entre União e Bahia em elemento da disputa eleitoral. Essa estratégia indica que emprego, interiorização da saúde e capacidade de investimento deverão funcionar como referências para a comparação entre os projetos políticos concorrentes.
Linha do tempo dos principais acontecimentos
- Durante o governo Bolsonaro — Rui Costa afirma que a taxa de desemprego dobrou e sustenta que a administração federal anterior não realizou entregas relevantes na Bahia. A declaração estabelece o principal contraste político utilizado pelo candidato.
- Durante o atual governo Lula — Conforme Rui, a geração de emprego e renda permaneceu como prioridade, e o país alcançou crescimento de 10 milhões de pessoas com carteira assinada. O candidato apresenta o número como recorde, sem indicar no conteúdo a série estatística e o período de referência.
- Até agosto de 2026 — Rui declara que a Bahia possui 56 hospitais, ocupa a segunda posição nacional e tem outras oito unidades em construção. O dado integra a defesa da parceria entre os governos estadual e federal.
- Sexta-feira, 14/08/2026 — Em entrevista à Rádio Caraíbas, Rui Costa comemora os resultados atribuídos ao governo Lula, critica a administração Bolsonaro, destaca a interiorização dos serviços de saúde e convoca a população para a abertura da campanha estadual.
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Domingo, 16/08/2026 — Está previsto, em Irecê, o primeiro ato da campanha de Jerônimo Rodrigues à reeleição, com participação da chapa formada por Jerônimo, Rui Costa e Jaques Wagner.
Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia




