Exportações do Brasil para EUA caem 25,5% e vendas para China sobem 17,4%, aponta MDIC
As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 25,5% em janeiro, enquanto as vendas para a China cresceram 17,4%, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) quinta-feira (05/02/2026). O desempenho oposto entre os dois principais parceiros comerciais do Brasil alterou o resultado da balança comercial, com déficit nas transações com os norte-americanos e superávit com o mercado chinês.
De acordo com o levantamento, o Brasil exportou US$ 2,4 bilhões para os EUA, ante US$ 3,22 bilhões no mesmo mês de 2025, configurando a sexta queda consecutiva nas vendas externas após a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. As importações de mercadorias norte-americanas também diminuíram 10,9%, somando US$ 3,07 bilhões, o que resultou em déficit de US$ 670 milhões na balança bilateral.
Já no comércio com a China, o fluxo apresentou expansão. As exportações alcançaram US$ 6,47 bilhões, acima dos US$ 5,51 bilhões registrados um ano antes, enquanto as importações recuaram 4,9%, garantindo superávit de US$ 720 milhões ao Brasil.
Queda nas vendas para os Estados Unidos
O MDIC aponta que parte das exportações brasileiras continua sujeita a sobretaxas que variam entre 40% e 50%, mesmo após revisões tarifárias realizadas no fim de 2025. A permanência dessas alíquotas elevadas tem impactado a competitividade de produtos brasileiros no mercado norte-americano.
A retração nas exportações foi acompanhada por redução na corrente de comércio entre os dois países, indicando menor volume de transações bilaterais no início do ano.
Com isso, o saldo comercial negativo reforça a perda de participação relativa dos Estados Unidos como destino das vendas externas brasileiras no período analisado.
Crescimento do comércio com a China
Em sentido contrário, o intercâmbio com a China registrou avanço nas exportações. O país asiático manteve posição de destaque como destino de commodities agrícolas e minerais, o que sustentou o aumento das vendas brasileiras.
A queda nas importações contribuiu para ampliar o saldo positivo da balança, elevando o resultado líquido a favor do Brasil no mês.
A corrente de comércio com a China atingiu US$ 12,23 bilhões, representando crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior e consolidando o parceiro asiático como o principal mercado externo brasileiro.
Efeitos para a balança comercial
A diferença de desempenho entre EUA e China evidencia mudanças na distribuição geográfica das exportações brasileiras. Enquanto as vendas ao mercado norte-americano seguem pressionadas por barreiras tarifárias, o fluxo com a Ásia apresenta expansão.
Esse cenário pode alterar a estratégia de empresas exportadoras, que tendem a priorizar destinos com menor restrição comercial.
O governo federal acompanha os indicadores para avaliar impactos sobre setores produtivos e o resultado agregado do comércio exterior ao longo de 2026.
*Com informações da Sputnik News.
Redação do Jornal Grande Bahia




