Governo da Bahia participa da abertura do II Fórum Nordeste de Economia Circular em Recife; Secretário Angelo Almeida participa

O Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), participou da abertura do II Fórum Nordeste de Economia Circular (FNEC), realizada na tarde desta quarta-feira (15/10/2025), no Paço do Frevo, em Recife (PE). A Bahia sediou a primeira edição do evento em 2023, consolidando-se como referência regional na promoção da economia circular e das energias renováveis.

Bahia compartilha experiência e liderança na transição sustentável

O FNEC, que ocorre até sexta-feira (17), é uma iniciativa do Movimento Reinventando Futuros, que propõe repensar os modelos de produção, consumo e desenvolvimento no Nordeste, estimulando a integração entre governos, empresas, universidades e movimentos sociais.

Durante a cerimônia de abertura, o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Ângelo Almeida, destacou a importância da continuidade e expansão do debate sobre a circularidade econômica como eixo estruturante do futuro regional.

“Aconteceu na Bahia e agora ocorre aqui em Pernambuco. Vocês abraçam a segunda edição do Fórum, o que mostra que já deu certo. Estamos aqui para construir esse novo futuro, levando essa cultura da circularidade, para que as pessoas pensem nos outros e nós nos importemos com os outros. A economia circulando nos dá esperança de que o país — sobretudo o Nordeste — tem se reinventado com as energias renováveis. Temos o privilégio de dizer que nossa região lidera o processo a nível mundial”, afirmou o secretário.

Almeida ainda elogiou o engajamento do prefeito de Recife, João Campos, na acolhida ao Fórum e ressaltou o papel estratégico da Bahia como polo de irradiação de boas práticas no campo das energias limpas, citando o potencial solar e eólico da região como diferencial competitivo global.

Movimento Reinventando Futuros amplia diálogo regional

A criadora e diretora geral do Instituto Reinventando o Futuro, Liu Bergman, enfatizou que o FNEC não é apenas um evento, mas um ecossistema de conexão e inovação voltado para soluções reais e sustentáveis.

“Estamos hoje abrindo os trabalhos aqui em Recife, segundo estado a receber o Fórum. Saímos da Bahia, de Salvador, e agora chegamos ocupando este espaço emblemático que é o Paço do Frevo. É uma alegria realizar este encontro com lideranças da sociedade civil, da academia e do poder público. Um evento como esse é necessário para inspirar e fortalecer a rede de transformação sustentável no Nordeste”, declarou Bergman.

O fórum reúne empresas, cooperativas, universidades, movimentos sociais e empreendedores, buscando promover ações concretas para a transição a uma economia inclusiva, regenerativa e colaborativa.

O Movimento Reinventando Futuros atua com base nos 4C’s da sustentabilidade — Educação Cidadã, Circular, Criativa e Curativa — e tem como missão unir arte, educação e inovação social na promoção de um novo paradigma de desenvolvimento para o Nordeste.

Economia circular e o papel do Nordeste na agenda global

A agenda do FNEC inclui painéis temáticos, oficinas e encontros intersetoriais que abordam desde políticas públicas e inovação tecnológica até modelos de negócios sustentáveis. O foco está em criar pontes entre a economia tradicional e as práticas regenerativas, promovendo cooperação entre estados e municípios nordestinos.

A presença da Bahia, que lidera investimentos em energia solar e eólica, reflete um posicionamento estratégico na transição energética e na formação de cadeias produtivas verdes. O estado foi pioneiro na realização do evento e agora amplia sua influência ao participar da expansão regional do fórum.

Políticas de sustentabilidade

A participação do Governo da Bahia no II FNEC simboliza um avanço na institucionalização das políticas de sustentabilidade regional, mas também revela os desafios para concretizar a economia circular como política de Estado e não apenas como pauta de eventos ou iniciativas pontuais.

Embora o discurso da circularidade avance, o Nordeste ainda enfrenta gargalos estruturais — logísticos, fiscais e educacionais — que limitam a aplicação prática de modelos sustentáveis em larga escala. O FNEC, portanto, cumpre um papel relevante ao promover articulação intergovernamental e conscientização social, mas o verdadeiro desafio será converter esses debates em políticas públicas permanentes e investimentos contínuos.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia

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