Governo da Sérvia acusa Ocidente de tentar conduzir revolução “colorida” no país
O governo da Sérvia afirmou que os protestos antigovernamentais no país são parte de uma tentativa de revolução “colorida” organizada por serviços de inteligência ocidentais. A declaração foi feita pelo vice-primeiro-ministro Aleksandar Vulin, que afirmou em entrevista à Sputnik que os protestos, iniciados em novembro de 2024, não são espontâneos, mas resultado de interferência externa.
Vulin destacou que a organização e o financiamento dos protestos são provenientes de países ocidentais, com a participação ativa de serviços de inteligência. Segundo o vice-primeiro-ministro, há uma rede de seminários de treinamento promovidos pelo Ocidente para capacitar os manifestantes e uma interferência direta de embaixadas da União Europeia (UE), especialmente na Croácia. Vulin apontou que, durante um seminário em Dubrovnik, seis pessoas envolvidas com os protestos fugiram para o país, sendo procuradas pelas autoridades sérvias.
O vice-primeiro-ministro também criticou as declarações de altos funcionários da União Europeia que demonstraram apoio público aos manifestantes, considerando isso como parte da interferência política externa. Vulin observou que há apoio político forte por parte de várias entidades no Ocidente, além de um trabalho contínuo dos serviços de inteligência.
Os protestos antigovernamentais têm sido liderados por estudantes e grupos da oposição, e tiveram início após o desabamento de uma estação ferroviária em Belgrado, no qual 15 pessoas morreram. Apesar de o governo ter convocado diálogo com estudantes e opositores, a resposta tem sido silenciosa, e as autoridades acreditam que o objetivo dos manifestantes é derrubar o governo e o presidente do país. Além disso, o governo afirma que as mídias e as organizações financiadas pelo Ocidente têm influenciado diretamente as manifestações.
*Com informações da Sputnik News.
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Redação do Jornal Grande Bahia




