Governo Jerônimo entrega 100 tanques resfriadores e amplia estrutura do PAA Leite para fortalecer agricultura familiar e segurança alimentar
O Governo da Bahia entregou nesta terça-feira (19/05/2026), por meio da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), 100 tanques resfriadores de leite, cada um com capacidade para mil litros, destinados à execução do Programa de Aquisição de Alimentos — modalidade PAA Leite em diferentes regiões do estado. A iniciativa, realizada no Salão Atos da Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia, contou com a presença do vice-governador Geraldo Junior, da secretária Fabya Reis, de representantes do setor produtivo e de beneficiários do programa. Com investimento estadual de R$ 2 milhões, a ação busca melhorar a infraestrutura de armazenamento, reduzir perdas, preservar a qualidade sanitária do leite e ampliar o alcance das políticas de segurança alimentar na Bahia.
Entrega reforça cadeia produtiva do leite na Bahia
A entrega dos equipamentos integra a estratégia estadual de fortalecimento da agricultura familiar, da logística de coleta e da distribuição de leite para famílias em situação de vulnerabilidade social. Os tanques resfriadores permitem que o leite seja armazenado em temperatura adequada logo após a ordenha, etapa fundamental para preservar a qualidade do produto até sua chegada às unidades de beneficiamento.
Segundo as informações divulgadas, os equipamentos serão destinados a entidades executoras do PAA Leite, incluindo cooperativas, associações e laticínios que atuam em diferentes territórios baianos. O texto-base registra, em um trecho, a destinação a oito entidades executoras e, em outro, a nove entidades, ponto que exige uniformização pela comunicação oficial para evitar divergência de informação.
Para os produtores rurais, a chegada dos tanques representa ganho direto na rotina produtiva. O produtor de leite Edvan Matos afirmou que os equipamentos permitirão a entrega de um leite de melhor qualidade aos laticínios, além de facilitar a logística de armazenamento e transporte.
Investimento estadual chega a R$ 2 milhões
O investimento de R$ 2 milhões, realizado integralmente com recursos estaduais, tem como objetivo ampliar a capacidade operacional do PAA Leite. A medida atende a uma etapa sensível da cadeia produtiva: o intervalo entre a ordenha, a coleta e o beneficiamento do leite.
Na prática, os tanques resfriadores reduzem riscos de deterioração, perdas econômicas e problemas sanitários. Também contribuem para regularizar o fluxo de fornecimento, sobretudo em áreas rurais onde a distância entre propriedades, cooperativas e laticínios pode comprometer a eficiência do programa.
A estruturação da cadeia do leite tem impacto duplo: melhora as condições de trabalho dos produtores e amplia a segurança no fornecimento às unidades socioassistenciais. O Programa de Aquisição de Alimentos tem como finalidade fortalecer a agricultura familiar, gerar renda local e promover o acesso a alimentos para populações em insegurança alimentar e nutricional.
Geraldo Junior associa medida ao combate à fome
Durante a entrega, o vice-governador Geraldo Junior vinculou a iniciativa às políticas públicas de combate à fome e de valorização do campo. Ele afirmou que ações transversais como o PAA Leite contribuem para fortalecer a agricultura familiar e ampliar o acesso à alimentação adequada.
Geraldo Junior citou dados sobre a redução da população em situação de fome no Brasil e na Bahia. Segundo ele, o país tinha 33 milhões de pessoas no mapa da fome quando o atual governo federal assumiu, e 24 milhões de brasileiros já teriam saído dessa condição. Na Bahia, o vice-governador afirmou que havia 2 milhões de baianos nessa situação, dos quais mais de 1,3 milhão já teriam superado esse quadro.
A fala reforça a tentativa do governo estadual de apresentar o PAA Leite não apenas como uma política de abastecimento, mas como parte de uma rede mais ampla de proteção social, inclusão produtiva e desenvolvimento territorial.
Leite abastece creches, CRAS e famílias inscritas no CadÚnico
De acordo com a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Fabya Reis, o leite adquirido por meio do programa chega à rede socioassistencial, incluindo creches e Centros de Referência da Assistência Social (CRAS). O público prioritário é formado por famílias em situação de vulnerabilidade social inscritas no CadÚnico.
A secretária informou que o Governo da Bahia já investiu R$ 78 milhões na modalidade leite desde 2023. Para 2026, há previsão de pagamento de mais R$ 28 milhões, destinados à garantia de remuneração dos produtores vinculados ao programa.
Esse desenho operacional aproxima duas frentes de política pública: de um lado, a compra direta da produção rural; de outro, a distribuição de alimentos a famílias atendidas pela rede de assistência social. Trata-se de uma lógica de circulação local de renda, com prioridade para agricultores familiares e territórios produtivos.
Consea atua na fiscalização do programa
A fiscalização do PAA Leite é realizada pelo Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional da Bahia (Consea), em parceria com conselhos municipais. A atuação envolve o acompanhamento da compra dos alimentos, da execução do programa e da chegada dos produtos às famílias beneficiadas.
A presidente do Consea, Débora Rodrigues, classificou o programa como estruturante para a política de segurança alimentar. Segundo ela, a iniciativa permite que o alimento chegue às famílias que mais precisam, ao mesmo tempo em que fortalece o desenvolvimento econômico e sustentável dos territórios.
A presença do controle social é relevante porque programas de aquisição pública de alimentos dependem de transparência, rastreabilidade e fiscalização permanente. A compra direta da agricultura familiar exige critérios claros, execução regular e acompanhamento para evitar desvios, atrasos ou concentração indevida de benefícios.
PAA Leite conecta produção rural e assistência social
O PAA Leite integra uma política pública que combina abastecimento alimentar, compras governamentais e fortalecimento da produção local. Na Bahia, a modalidade se tornou instrumento de apoio a agricultores familiares, cooperativas, associações e laticínios que participam da cadeia produtiva.
Além da dimensão econômica, a política tem impacto social direto. O leite distribuído por meio da rede socioassistencial atende famílias em situação de vulnerabilidade, ampliando o acesso a alimento de valor nutricional relevante, especialmente para crianças, idosos e pessoas acompanhadas por equipamentos públicos.
A medida também se articula com programas e agendas estaduais voltados ao combate à fome, como o Bahia Sem Fome, tema acompanhado pelo Jornal Grande Bahia em sua cobertura sobre políticas públicas de segurança alimentar no estado.
Principais dados da entrega
Entre os dados centrais da ação anunciada pelo Governo da Bahia estão:
- 100 tanques resfriadores de leite entregues;
- Capacidade de mil litros por equipamento;
- R$ 2 milhões em investimento estadual;
- Destinação a entidades executoras do PAA Leite;
- R$ 78 milhões investidos na modalidade leite desde 2023;
- Previsão de mais R$ 28 milhões para pagamento de produtores em 2026;
- Atendimento à rede socioassistencial, incluindo creches, CRAS e famílias inscritas no CadÚnico;
- Fiscalização pelo Consea Bahia e conselhos municipais.
Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia




