II Tributo Jaime Sodré reúne pesquisadoras e ativistas na UNEB para destacar mulheres na preservação dos saberes ancestrais

O protagonismo feminino na preservação da memória, da cultura afro-brasileira e dos saberes ancestrais será o tema central do II Tributo Tecnologia Ancestral Jaime Sodré, programado para quinta-feira (12/11/2026), às 13h30, no Auditório José Rocha Laranjeira, localizado no Departamento de Ciências Exatas e da Terra (DCET) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Promovido pelo Instituto Jaime Sodré, o encontro terá como tema “IAIÁ: A Mulher Matriarca dos Saberes” e propõe discutir a contribuição das mulheres para a formação cultural, educacional e social da Bahia.

A programação reunirá três convidadas com atuação nas áreas de arquitetura, jornalismo, antropologia, literatura, ativismo social e defesa dos direitos humanos: Ana Beatriz Simon, professora doutora em Arquitetura; Cleidiana Ramos, jornalista, mestra em Estudos Étnicos e Africanos e doutora em Antropologia; e Ekedy Sinha, escritora memorialista, ativista social e defensora dos Direitos Humanos.

A mediação será conduzida por Jamille Sodré, presidente do Instituto Jaime Sodré. A proposta é estabelecer um diálogo entre as experiências profissionais, intelectuais e comunitárias das participantes e o pensamento do professor Jaime Sodré, especialmente em relação à valorização da cultura afro-brasileira, à educação e à transmissão dos conhecimentos tradicionais.

Mulheres abordam design, jornalismo e tradição oral

Cada participante apresentará uma abordagem relacionada à sua trajetória e às formas de preservação e transmissão dos saberes. A professora Ana Beatriz Simon desenvolverá o tema “O Design como Tecnologia de Transformação Social”, discutindo o design como campo de conhecimento associado à inovação, à sustentabilidade e à responsabilidade social.

A apresentação também deverá relacionar os princípios do design às reflexões defendidas por Jaime Sodré, considerando a utilização dessa área como instrumento de transformação social e de construção de perspectivas inclusivas para a sociedade.

A jornalista e pesquisadora Cleidiana Ramos apresentará o tema “Festas Populares em Cena: o Jornalismo como Guardião da Memória e da Comunicação”. A discussão abordará a importância da pesquisa, do registro e da cobertura jornalística das manifestações populares de Salvador para a documentação e a valorização das tradições culturais.

Oralidade e educação comunitária integram debate sobre ancestralidade

A participação de Cleidiana Ramos também estabelecerá uma relação com a trajetória de Jaime Sodré, que concedeu entrevistas e participou de programas e reportagens para compartilhar conhecimentos sobre as tradições afro-brasileiras na Bahia. A abordagem destaca o papel do jornalismo na preservação de manifestações culturais e na circulação de conhecimentos entre diferentes gerações.

A terceira apresentação será conduzida por Ekedy Sinha, com o tema “Tradição Oral e Educação Comunitária: a Palavra como Fundamento dos Saberes”. A proposta é discutir a oralidade como instrumento de transmissão de conhecimentos, valores culturais e preservação da memória coletiva.

A reflexão também abordará a importância da palavra nas comunidades de terreiro e tradicionais, considerando aspectos como respeito, ética, identidade e continuidade dos vínculos comunitários. A perspectiva dialoga com o pensamento de Jaime Sodré sobre a tradição oral como um dos fundamentos das culturas de matriz africana.

Primeira edição do tributo celebrou trajetória acadêmica e cultural de Jaime Sodré

A primeira edição do Tributo Tecnologia Ancestral Jaime Sodré foi realizada na Casa do Olodum, no Pelourinho, em Salvador. Na ocasião, duas mesas de diálogo abordaram diferentes dimensões da trajetória do professor, incluindo sua atuação acadêmica no campo do design, seu compromisso com a religião e a tradição oral e sua defesa da educação como instrumento de transformação social.

Os debates também destacaram a contribuição intelectual de Jaime Sodré para a valorização das manifestações culturais afro-brasileiras e para a preservação dos conhecimentos tradicionais na Bahia.

O professor teve atuação relacionada à pesquisa, à produção intelectual e à divulgação da cultura afro-brasileira. Sua trajetória tornou-se referência para as iniciativas desenvolvidas pelo instituto que leva seu nome, especialmente nas áreas de educação, memória e valorização da população negra.

Instituto Jaime Sodré mantém compromisso com preservação da memória

Criado ainda durante a vida do professor, o Instituto Jaime Sodré ampliou suas atividades após o falecimento do intelectual. A instituição mantém como eixos de atuação a valorização da educação, da cultura e da população negra, além da preservação e divulgação da memória e da contribuição intelectual de seu fundador.

A realização da segunda edição do tributo integra essa proposta institucional, criando um espaço de intercâmbio entre diferentes gerações, experiências profissionais e formas de conhecimento. Nesta edição, o destaque será a participação das mulheres na continuidade dos saberes ancestrais e na construção da memória coletiva.

O tema “IAIÁ: A Mulher Matriarca dos Saberes” também coloca em discussão a presença feminina nos processos de transmissão cultural, na educação comunitária e na preservação das tradições de matriz africana.

Evento será aberto à comunidade acadêmica e ao público em geral

O II Tributo Tecnologia Ancestral Jaime Sodré será realizado na quinta-feira (12/11/2026), às 13h30, no Auditório José Rocha Laranjeira, no Departamento de Ciências Exatas e da Terra da UNEB, em Salvador.

A programação é aberta à comunidade acadêmica, artistas e à sociedade em geral. O encontro pretende reunir participantes interessados em cultura afro-brasileira, história, memória, educação, design, jornalismo e preservação dos conhecimentos tradicionais.

Com a participação de Ana Beatriz Simon, Cleidiana Ramos e Ekedy Sinha, sob mediação de Jamille Sodré, o evento propõe ampliar o debate sobre a contribuição das mulheres para a continuidade dos saberes ancestrais e para a preservação do patrimônio cultural e intelectual da Bahia.

Redação do Jornal Grande Bahia

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