Mensagens de Gilmar Mendes a Nunes Marques e Fux expõem crise no STF em meio ao Caso Master e disputa sobre Polícia Federal
Nesta quarta-feira (16/09/2026), a divulgação de mensagens trocadas pelo WhatsApp entre os ministros Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux acrescentou um novo componente à crise interna do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionada às investigações do Banco Master. Os diálogos, inicialmente revelados pelo Metrópoles e posteriormente confirmados por outros veículos, mostram Gilmar cobrando o afastamento de colegas de processos ligados ao banco, questionando a sequência de votos no julgamento sobre o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e pedindo abertura de informações financeiras. Nunes Marques respondeu às cobranças e bloqueou o decano no aplicativo, enquanto Fux rejeitou a tentativa de orientação sobre sua atuação na Segunda Turma.
As conversas ocorreram antes da sessão extraordinária de 15/09/2026, na qual o Plenário deveria avançar na análise da Petição 16.662, originada de relatório da Polícia Federal com informações extraídas do celular do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes. O julgamento terminou, porém, sem análise do mérito depois de o ministro Flávio Dino pedir vista durante a discussão sobre eventual julgamento conjunto da Pet 16.662 com a Petição 16.704, procedimento que reúne questionamentos sobre a condução de investigações relacionadas ao ministro André Mendonça.
A sequência expôs simultaneamente divergências sobre a atuação da Polícia Federal, a organização processual dos casos derivados das investigações do Master, possíveis situações de impedimento ou suspeição de integrantes da Corte e a forma como ministros passaram a cobrar reciprocamente explicações sobre relações de parentes próximos com pessoas ou empresas citadas no material apreendido. Até o momento, a existência dessas referências não representa, por si só, comprovação de irregularidade de ministros ou familiares.
Mensagens revelam escalada do conflito entre Gilmar Mendes, Nunes Marques e Fux
A íntegra das mensagens atribuídas ao ministro Gilmar Mendes e divulgadas pela CNN Brasil, com complementação de horários pelo Poder360, mostra que o confronto com Kassio Nunes Marques ocorreu entre 18h23 e 18h31 de 08/09/2026, durante a controvérsia no STF sobre o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O conteúdo evidencia que a divergência ultrapassou o debate processual e assumiu caráter pessoal e institucional. Nas mensagens, Gilmar classificou a atuação de Nunes Marques e Luiz Fux como aparentemente “servil” e “submissa” a André Mendonça, cobrou que os colegas se afastassem dos processos relacionados ao caso e defendeu a abertura de suas contas para afastar suspeitas sobre eventuais conflitos de interesse.
A troca de mensagens tornou-se progressivamente mais áspera. Ao final da conversa com Nunes Marques, Gilmar afirmou já ter falado com Fux e escreveu: “Eu entendo de Malandro”. Kassio respondeu: “Claro que você entende”. Em seguida, Gilmar acrescentou: “Tramoias”. O episódio terminou com o bloqueio do decano no WhatsApp por Nunes Marques. O teor do diálogo amplia a dimensão da crise interna no Supremo ao revelar que, antes dos confrontos públicos registrados no plenário em 15/09/2026, já havia uma ruptura aberta entre ministros da Corte nos bastidores.
Em conversa separada com Luiz Fux, Gilmar Mendes também questionou a forma como o ministro havia votado no julgamento e sugeriu que teria ocorrido uma articulação prévia em torno da antecipação dos votos. Fux rejeitou a cobrança e respondeu que “ninguém nesse mundo diz pra mim como agir”, em uma discussão que terminou com nova reação ríspida dirigida ao decano. As mensagens documentam o grau de deterioração das relações internas no STF em meio ao Caso Master e à disputa sobre a atuação da Polícia Federal. As acusações e insinuações contidas nos diálogos, entretanto, representam manifestações dos próprios ministros e, isoladamente, não constituem prova de combinação de votos, conflito de interesses ou prática irregular por qualquer integrante da Corte.
Gilmar cobra Nunes Marques e é bloqueado no WhatsApp
Segundo as reportagens que tiveram acesso aos diálogos, o conflito entre Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques ocorreu na semana anterior à sessão do dia 15, em meio ao julgamento, na Segunda Turma, de decisões relacionadas ao afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. A CNN Brasil informou que o bloqueio ocorreu na terça-feira, 08/09/2026.
Gilmar interpretou a sequência de votos de Nunes Marques e Luiz Fux como resultado de uma atuação articulada com André Mendonça. Essa interpretação foi apresentada pelo próprio decano nas mensagens e não constitui, pelas informações publicamente disponíveis, demonstração de que tenha existido acordo prévio entre os três ministros.
Durante a discussão, Gilmar escreveu a Nunes Marques: “Assumam que estão ferrados e saiam dos processos. Abram as contas”. Kassio respondeu pedindo respeito e afirmou que mantinha suas informações financeiras transparentes. O ministro também rejeitou a forma como estava sendo abordado pelo colega.
Gilmar insistiu para que Nunes Marques não participasse de processos relacionados ao Banco Master antes de esclarecer as referências envolvendo sua família e chegou a defender que o colega deixasse também a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Kassio respondeu que prestava contas havia 15 anos e, depois da escalada do diálogo, bloqueou o decano no WhatsApp.
As reportagens do Metrópoles, Folha de S.Paulo, CNN Brasil e SBT News convergem sobre os principais trechos da conversa e sobre o bloqueio. Como se trata de comunicação privada divulgada à imprensa, não existe uma transcrição institucional do STF equivalente às atas processuais da Corte.
Referências ao filho de Nunes Marques ampliam discussão sobre participação nos processos
A cobrança de Gilmar ocorreu em um momento no qual mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro passaram a mencionar Kevin Marques, filho de Kassio Nunes Marques. Reportagem do UOL baseada no material da investigação informou que um diálogo entre Vorcaro e o então diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, fazia referência a pagamentos mensais de R$ 500 mil relacionados ao advogado.
Kevin Marques negou ter prestado serviços ao Banco Master ou recebido dinheiro diretamente de Vorcaro. Segundo o UOL, ele reconheceu ter recebido R$ 281,6 mil da empresa Consult Inteligência Tributária por serviços jurídicos. A mesma reportagem informou, com base em dados atribuídos ao Coaf, que a Consult recebeu R$ 6,6 milhões do Banco Master entre agosto de 2024 e julho de 2025. Esses elementos indicam relações financeiras que demandam esclarecimento, mas não comprovam, isoladamente, participação do advogado em irregularidade nem interferência de seu pai em decisões judiciais.
Nunes Marques declarou publicamente que seu filho não prestou serviços ao Banco Master e afirmou nunca ter trocado mensagens com Daniel Vorcaro. O ministro disse ainda que dados bancários poderiam demonstrar a inexistência de irregularidade.
Na sessão de 15/09, Kassio decidiu não participar da análise do caso relacionado a Moraes. Segundo a CNN, afirmou que, como presidente do TSE, pretendia evitar que a controvérsia contaminasse politicamente sua atuação.
Gilmar e Fux também discutem sobre Segunda Turma
A crise não ficou restrita ao diálogo entre Gilmar e Nunes Marques. O decano também enviou mensagens a Luiz Fux, então presidente da Segunda Turma, questionando a rapidez com que Fux e Kassio registraram seus votos no julgamento relacionado ao afastamento de Andrei Rodrigues depois de Gilmar apresentar pedido de vista.
Gilmar escreveu que a sequência revelaria algo incompatível, em sua avaliação, com a “postura institucional” esperada e disse esperar que a situação não se repetisse. Fux rejeitou a cobrança e respondeu que ninguém poderia determinar a maneira como deveria agir como ministro.
Depois de Gilmar recomendar que o colega se limitasse a atuar como presidente da Segunda Turma, Fux encerrou o diálogo com a mensagem: “Bom Dia. Cuide de não encher meu saco!”.
O conteúdo revela uma divergência sobre procedimento e comportamento institucional, mas não permite concluir, sem elementos adicionais, que a proximidade temporal dos votos decorreu de combinação prévia. Essa foi uma acusação formulada por Gilmar e rejeitada, na prática, pela reação de Fux.
Rodrigo Fux aparece em mensagens de Daniel Vorcaro
O ambiente de tensão também foi alimentado pela divulgação de mensagens entre Daniel Vorcaro e Rodrigo Fux, advogado e filho de Luiz Fux.
Segundo reportagem do UOL baseada em material apreendido pela Polícia Federal, Rodrigo e Vorcaro mantiveram contatos durante mais de um ano, entre 2024 e 2025, incluindo videochamadas, encontros e conversas sobre temas profissionais. Em novembro de 2024, Vorcaro procurou o advogado dizendo precisar de ajuda em um caso, segundo a publicação.
Reportagens também registraram convites para eventos e tentativas de aproximação entre os dois. A assessoria de Rodrigo Fux negou que ele tenha mantido relação profissional ou recebido pagamentos de Vorcaro ou de empresas ligadas ao Banco Master. Até agora, as mensagens publicadas demonstram contato e proximidade, mas não comprovam que Luiz Fux tenha atuado judicialmente em benefício do banqueiro em razão dessa relação.
A publicação desses diálogos levou ministros e veículos de imprensa a discutir se Fux e Nunes Marques deveriam participar de julgamentos derivados do material do Master. A existência de vínculos ou contatos de parentes, contudo, deve ser analisada à luz das circunstâncias concretas de cada processo, não podendo ser automaticamente convertida em prova de impedimento ou ilícito.
Código de Processo Penal estabelece hipóteses de impedimento e suspeição
O Código de Processo Penal (CPP) estabelece situações específicas nas quais magistrados não podem exercer jurisdição ou devem declarar suspeição. O artigo 252 inclui, entre outras hipóteses, casos em que o próprio juiz, cônjuge ou parente até terceiro grau seja parte ou diretamente interessado no processo. O artigo 254 disciplina situações de suspeição, como amizade íntima, inimizade, aconselhamento de partes e relações financeiras específicas.
A simples citação de um familiar em reportagens ou mensagens apreendidas não resolve, automaticamente, a questão jurídica. É necessário determinar a natureza do vínculo, eventual interesse direto no processo e os demais elementos previstos na legislação.
No caso de Nunes Marques, a decisão de se afastar da sessão de 15 de setembro produziu efeito prático imediato sobre a composição do Plenário, mas não significou reconhecimento de responsabilidade dele ou de seu filho pelas alegações divulgadas.
Disputa sobre Andrei Rodrigues antecedeu as mensagens
As discussões pelo WhatsApp tiveram como antecedente imediato a disputa dentro do Supremo sobre decisões envolvendo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Gilmar Mendes questionou a atuação de Fux e Nunes Marques após os votos proferidos na Segunda Turma em torno da ordem de André Mendonça relacionada ao afastamento do diretor-geral. A rapidez entre os registros dos votos levou o decano a interpretar a movimentação como articulada. Fux e Nunes Marques não aceitaram a cobrança formulada nos termos apresentados por Gilmar.
Nos dias seguintes, o presidente do STF, Edson Fachin, centralizou a condução dos procedimentos envolvendo integrantes da Corte e suspendeu decisões conflitantes relacionadas à direção da Polícia Federal enquanto organizava o tratamento processual das controvérsias. O Jornal Grande Bahia registrou essas medidas em 10/09/2026.
A crise envolvendo Andrei, portanto, funcionou como um dos pontos de convergência entre duas disputas: de um lado, o debate sobre a atuação de Mendonça e da Polícia Federal; de outro, as informações derivadas do celular de Vorcaro que passaram a alcançar integrantes e familiares de membros do Supremo.
Petições 16.662 e 16.704 concentram disputa no Supremo
A Petição 16.662 decorre de relatório produzido pela Polícia Federal a partir de informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro e encaminhado ao STF no contexto do Caso Master. Segundo comunicado oficial da Corte, o documento contém supostos diálogos relacionados ao ministro Alexandre de Moraes.
Já a Petição 16.704, autuada em 03/09/2026, reúne questionamentos acerca da regularidade de procedimentos adotados nas investigações. Fachin determinou que Moraes, André Mendonça, o procurador-geral da República Paulo Gonet e Andrei Rodrigues prestassem esclarecimentos, deixando expresso que a medida não antecipava julgamento sobre admissibilidade, regularidade ou mérito das imputações.
Em 12/09, Fachin havia mantido inicialmente separados os procedimentos e reservado 23/09/2026 para análise da Pet 16.704. A organização foi, contudo, novamente questionada durante a sessão do dia 15, quando Gilmar Mendes defendeu que as matérias fossem apreciadas conjuntamente.
Sessão de 15 de setembro termina sem julgamento do mérito
O Plenário do STF reuniu-se em 15/09/2026, mas a discussão passou a concentrar-se na questão processual sobre a reunião das duas petições.
O placar provisório ficou em 4 votos a 3 pela manutenção dos processos separados. Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram pela separação; Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin defenderam o julgamento conjunto. Flávio Dino manifestou posição favorável à reunião dos casos, mas pediu que seu voto não fosse computado antes de solicitar vista.
O pedido de Dino suspendeu a discussão antes que o mérito da Pet 16.662 fosse apreciado. O próprio STF informou oficialmente que o Plenário não examinou o mérito das informações relacionadas a Moraes.
Com isso, permaneceram sem definição a forma definitiva de processamento das duas petições, a análise dos elementos envolvendo Moraes e os efeitos da controvérsia sobre o procedimento referente a Mendonça.
Pedido de vista coloca calendário do STF em aberto
O pedido de vista de Flávio Dino tornou incerta a manutenção da sessão prevista para 23/09/2026, originalmente destinada à Petição 16.704.
A Agência Brasil informou que, após o pedido de vista, a retomada do julgamento ficou sem data definida. Outros veículos registraram que Dino dispõe de até 90 dias para devolver o processo e que a sessão de 23 de setembro passou a depender da solução da questão de ordem sobre a reunião ou separação dos procedimentos.
O Jornal Grande Bahia registrou em 16/09/2026 que a data de 23 de setembro continua sendo a referência originalmente estabelecida por Fachin, mas seu alcance dependerá dos efeitos processuais do pedido de vista.
A consequência imediata é que a controvérsia sobre o Banco Master permanece sem decisão de mérito justamente quando novas informações extraídas do aparelho de Vorcaro ampliaram os questionamentos sobre contatos com pessoas próximas a diferentes ministros.
Linha do tempo dos principais acontecimentos
- 03/09/2026 — Edson Fachin determina a autuação da Petição 16.704 e solicita manifestações de Alexandre de Moraes, André Mendonça, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues sobre procedimentos adotados nas investigações. A Presidência afirma que a medida não antecipa conclusão sobre o mérito.
- 08/09/2026 — em meio à disputa sobre o afastamento do diretor-geral da PF, Gilmar Mendes envia mensagens a Kassio Nunes Marques questionando sua atuação e a de Luiz Fux. Após o diálogo, Nunes Marques bloqueia o decano no WhatsApp.
- 09/09/2026 — Fachin adota medidas para centralizar procedimentos relacionados à crise e suspende decisões conflitantes envolvendo a cúpula da Polícia Federal.
- 12/09/2026 — Fachin mantém inicialmente separadas as Petições 16.662 e 16.704, preservando o julgamento do primeiro caso para 15 de setembro e destinando o segundo à pauta de 23 de setembro.
- 15/09/2026 — reportagens divulgam novas mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro envolvendo referências a Kevin Marques e contatos com Rodrigo Fux. As partes citadas negam irregularidades ou vínculos financeiros diretos nos termos atribuídos a elas.
- 15/09/2026 — Kassio Nunes Marques afasta-se do julgamento relacionado à Pet 16.662. O Plenário passa a discutir se os casos de Moraes e Mendonça devem ser reunidos.
- 15/09/2026 — o placar chega a 4 a 3 pela manutenção dos processos separados, mas Flávio Dino pede vista. O mérito das informações relacionadas a Alexandre de Moraes não é julgado.
- 16/09/2026 — veículos de imprensa publicam e confirmam os diálogos privados entre Gilmar Mendes, Nunes Marques e Luiz Fux. O pedido de vista mantém em aberto tanto a continuidade da Pet 16.662 quanto o alcance da sessão originalmente prevista para 23/09.
As mensagens possuem relevância pública porque revelam que divergências sobre processos de elevado impacto institucional ultrapassaram os votos e manifestações formais do STF e chegaram a cobranças privadas entre integrantes da Corte. Isso não transforma automaticamente as acusações contidas nos diálogos em fatos comprovados, mas documenta um nível de conflito interno que interfere na discussão sobre participação de ministros, organização dos julgamentos e condução das investigações.
Há três planos que precisam permanecer separados. O primeiro contém fatos confirmados: as mensagens foram divulgadas e confirmadas por diferentes veículos, Nunes Marques bloqueou Gilmar, ocorreram referências a familiares no material atribuído ao celular de Vorcaro, o ministro afastou-se da sessão de 15 de setembro e Dino pediu vista. O segundo reúne alegações ainda dependentes de comprovação, como a interpretação de Gilmar de que houve atuação combinada entre colegas e as referências a pagamentos relacionadas a Kevin Marques. O terceiro envolve a avaliação jurídica, que dependerá dos documentos financeiros, do conteúdo integral das investigações e das decisões formais do STF.
O caso também evidencia um problema institucional distinto da eventual responsabilidade individual: quando ministros discutem entre si quem deve ou não participar de processos que alcançam colegas, familiares ou pessoas próximas, cresce a importância de critérios transparentes para impedimento, suspeição, distribuição processual e acesso às provas. Essa necessidade torna-se ainda mais relevante porque o material originado das investigações do Banco Master alcança diferentes núcleos de relacionamento e porque nenhum contato, contrato ou citação pode ser tratado isoladamente como prova automática de ilícito.
O núcleo factual permanece, portanto, em aberto. As mensagens mostram conflito entre ministros e cobranças sobre possíveis conflitos de interesse; as referências financeiras e profissionais envolvendo familiares exigem comprovação documental e contraditório; e o Supremo ainda não julgou o mérito dos elementos da Petição 16.662. Caberá ao próprio STF definir a organização dos processos após a vista de Flávio Dino, enquanto Polícia Federal, Procuradoria-Geral da República, ministros envolvidos e pessoas citadas deverão fornecer documentos e esclarecimentos capazes de confirmar ou afastar as hipóteses levantadas pelas investigações e pelas reportagens.
Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia




