Operação Crédito Oculto mira delator do Master e ex-diretor do Genial; repasses de ‘Dark Horse’ e emendas ao Ifop ampliam frentes de investigação

A Operação Crédito Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (24/09/2026) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo (Gaeco/MPSP) e pela Receita Federal, colocou novamente no centro das investigações o empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, dono da Entre Investimentos e colaborador premiado no Caso Banco Master, além de Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-diretor e ex-sócio do Banco Genial. A ofensiva investiga estruturas financeiras usadas, segundo as autoridades, para ocultar beneficiários, patrimônio e recursos empregados na aquisição de empresas do setor de combustíveis. Freixo também aparece em outra investigação por ter participado de transferências de aproximadamente US$ 12,3 milhões relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Paralelamente, sem conexão criminal demonstrada com a Crédito Oculto, a Polícia Federal investiga recursos destinados ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop) por Flávio Bolsonaro, Chiquinho Brazão e outros parlamentares.

Crédito Oculto investiga estrutura financeira usada no setor de combustíveis

Segundo a Receita Federal, a operação desta quinta-feira cumpre mandados em endereços vinculados a 13 pessoas físicas e 19 pessoas jurídicas, distribuídos por sete estados. O objetivo declarado é reconstruir estruturas consideradas suspeitas de lavagem de capitais, utilizadas inicialmente para ocultar o controle de uma empresa sucroalcooleira e, posteriormente, para viabilizar a aquisição de uma grande distribuidora de combustíveis.

A investigação descreve uma arquitetura formada por fintechs, fundos de investimento, holdings, empresas patrimoniais, empresas de fachada, operações bancárias e fundos imobiliários. De acordo com a Receita, a sobreposição dessas estruturas teria permitido separar formalmente os ativos das pessoas que mantinham seu controle econômico, dificultando a identificação dos beneficiários finais.

Um dos negócios examinados envolve aproximadamente R$ 370 milhões em direitos creditórios de uma usina. Os investigadores sustentam que parcela relevante dos recursos empregados na compra das cotas de um fundo teria origem em fundos controlados pelo próprio grupo investigado, criando um circuito financeiro que poderia conferir aparência de legitimidade às operações. A hipótese integra a investigação e ainda depende de contraditório, produção de prova e eventual julgamento.

R$ 100 milhões teriam percorrido contas, fundo e operações de crédito

Em outro núcleo, a Receita informa que cerca de R$ 100 milhões atribuídos à organização investigada teriam chegado à empresa sucroalcooleira depois de percorrer múltiplas contas de empresas mantidas em estruturas de fintechs. O dinheiro teria posteriormente sido aportado em um fundo criado para a operação.

A investigação aponta ainda a utilização de um Certificado de Depósito Bancário Vinculado (CDBV). Segundo a versão das autoridades, um fundo adquiriu o título junto a uma instituição bancária e, paralelamente, duas empresas classificadas pelos investigadores como de fachada receberam crédito por meio de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs). A finalidade atribuída pelos investigadores ao mecanismo seria dificultar a identificação dos verdadeiros financiadores e beneficiários da aquisição da distribuidora.

Fundos imobiliários também teriam recebido imóveis anteriormente transferidos para empresas patrimoniais. Para a Receita, esse modelo teria mantido os ativos sob controle econômico do grupo, mas fora da titularidade direta dos investigados. Uma empresa financeira envolvida nas operações, não identificada nominalmente no comunicado oficial consultado, movimentou cerca de R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025.

Freixo passa a ser elo entre Carbono Oculto e outra investigação do Caso Master

Entre os alvos da nova operação está Antônio Carlos Freixo Júnior, empresário que já aparecia nas investigações do Banco Master e cuja colaboração premiada foi homologada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, em 09/09/2026. O empresário é proprietário da Entre Investimentos, estrutura que aparece em diferentes circuitos financeiros sob investigação.

Reportagem publicada pelo Jornal Grande Bahia (JGB) nesta quinta-feira registrou que, segundo os elementos divulgados sobre a Crédito Oculto, a Entre teria transferido R$ 20 milhões para a Usina Itajobi, estrutura incluída no circuito financeiro investigado na aquisição da distribuidora Terrana. O mesmo levantamento do JGB ressalvou que a presença de Freixo em investigações distintas não comprova que todos os recursos ou negócios façam parte de um único esquema.

Essa distinção é central. A investigação da Crédito Oculto examina a aquisição de empresas, fundos, operações de crédito e patrimônio relacionados ao setor de combustíveis. Já a investigação vinculada ao Banco Master examina operações atribuídas a Daniel Vorcaro, entre elas transferências realizadas por empresas controladas por Freixo. Até o momento, os elementos públicos não autorizam concluir que o dinheiro destinado ao filme “Dark Horse” tenha origem no mesmo fluxo financeiro examinado na aquisição da distribuidora de combustíveis.

Durigan afirma que Grupo Entre recebeu recursos do Master e do crime organizado

Ao comentar a operação nesta quinta-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Grupo Entre teria recebido recursos tanto do Banco Master quanto de estruturas relacionadas ao crime organizado. Segundo o ministro, os valores teriam circulado por uma infraestrutura financeira utilizada para ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro. A declaração representa a avaliação apresentada pelo ministro a partir dos elementos da operação e não substitui a conclusão das investigações ou decisão judicial.

Durigan declarou que o grupo empresarial “recebia dinheiro tanto do Master quanto do crime organizado” e classificou a estrutura como relevante para o funcionamento financeiro das operações investigadas no setor de combustíveis. A Receita, por sua vez, afirma oficialmente ter identificado a interligação de múltiplas estruturas financeiras utilizadas, segundo sua investigação, por operadores que prestariam serviços de lavagem de capitais a diferentes grupos criminosos.

A afirmação de Durigan amplia a relevância investigativa da Entre, mas ainda será necessário determinar documentalmente quais recursos ingressaram em cada empresa, sua origem, destinação, beneficiário final e eventual relação entre operações realizadas em momentos e negócios diferentes.

Entre transferiu recursos relacionados a “Dark Horse”

Em investigação distinta, documentos publicados e posteriormente incorporados às apurações indicaram que a Entre Investimentos realizou transferências para o Havengate Development Fund LP, nos Estados Unidos, estrutura relacionada ao financiamento de “Dark Horse”. As primeiras operações conhecidas somaram US$ 10,6 milhões, transferidos entre fevereiro e maio de 2025.

Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) posteriormente revelou outra transferência de US$ 1.666.667 em 16/09/2025, elevando o volume conhecido para aproximadamente US$ 12,3 milhões. Documentos referentes ao projeto previam até US$ 24 milhões em financiamento, mas esse valor contratual não corresponde ao montante cuja transferência foi efetivamente identificada até agora.

A colaboração de Freixo acrescentou uma nova fonte de informação ao inquérito. Como ocorre em acordos de colaboração premiada, as declarações do colaborador precisam ser confrontadas com documentos, registros bancários, mensagens e outras provas independentes para produzir consequências penais.

PF também investiga financiamento de “Dark Horse” em outras frentes

O JGB já havia publicado, em 10/09/2026, que a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram a Operação Make Up, com 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Entre os alvos divulgados estavam o deputado Mário Frias e a produtora Karina Gama.

Essa investigação, sob decisões do ministro Flávio Dino, examina suspeitas relacionadas a recursos públicos provenientes de emendas parlamentares destinados a entidades associadas a pessoas ligadas à produção do filme. Trata-se de uma frente juridicamente diferente do inquérito sob relatoria de André Mendonça, que investiga as transferências vinculadas a Vorcaro e ao Banco Master.

O JGB também registrou que Flávio Bolsonaro passou formalmente à condição de investigado no inquérito que apura possíveis crimes relacionados ao financiamento de “Dark Horse”, incluindo suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. A condição de investigado significa que diligências foram autorizadas para esclarecer os fatos; não representa comprovação dos delitos nem antecipação de responsabilidade penal.

Genial afirma que Humberto Tupinambá deixou banco em maio

Outro alvo da Crédito Oculto é Humberto Arthur Tupinambá Neto. Embora reportagens iniciais desta quinta-feira o tenham identificado como executivo do Banco Genial, a própria instituição informou posteriormente que ele não integra a diretoria nem é sócio desde maio de 2026, quando ocorreu sua destituição.

O Genial declarou que forneceu ao Gaeco-SP informações sobre operações envolvendo o Fundo Radford e empresas relacionadas, além de afirmar que realizou as comunicações consideradas cabíveis ao Coaf. Segundo a instituição, foram instaurados procedimentos internos de inspeção, revisão da governança das operações de crédito e aprimoramento dos controles.

O histórico mostra uma alteração relevante na posição dos personagens ao longo da investigação. Conforme levantamento publicado pelo JGB, em 03/09/2025 o banco e seus gestores haviam sido tratados pelo Ministério Público, naquele estágio da apuração, como terceiros de boa-fé em relação ao Fundo Radford. Novos elementos recolhidos posteriormente levaram integrantes ligados à instituição a serem alcançados pelas buscas de setembro de 2026. Uma busca judicial, por si só, não equivale a acusação definitiva ou condenação.

JGB acompanha evolução da Carbono Oculto desde o núcleo financeiro

A reportagem publicada pelo JGB nesta quinta-feira contextualizou a Crédito Oculto como desdobramento da investigação iniciada em 28/08/2025. Na fase original, dados oficiais apontaram movimentação de aproximadamente R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024 por mais de mil postos distribuídos em dez estados. Uma fintech investigada teria movimentado mais de R$ 46 bilhões, enquanto pelo menos 40 fundos possuíam patrimônio estimado em R$ 30 bilhões.

O avanço das apurações deslocou o foco dos estabelecimentos de combustíveis para a infraestrutura financeira utilizada para movimentar e transformar recursos: contas de pagamento, fintechs, fundos, operações de crédito, imóveis, holdings e sociedades empresariais. É nesse estágio que a investigação alcança operadores do mercado financeiro e personagens que também aparecem em outros inquéritos.

A presença das mesmas pessoas ou empresas em investigações diferentes, contudo, não constitui prova de que todos os fatos tenham origem comum. Essa separação é particularmente necessária nos casos envolvendo Freixo, Banco Master, Dark Horse e Carbono Oculto.

Ifop abre outra frente envolvendo emendas de Flávio Bolsonaro e Chiquinho Brazão

Em uma investigação separada da Crédito Oculto e do núcleo financeiro do Banco Master, a Polícia Federal examina recursos destinados ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), organização sediada na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Reportagem publicada nesta quinta-feira pela revista Veja, baseada em documentos da investigação, informa que a entidade recebeu recursos indicados por Flávio Bolsonaro, pela deputada Chris Tonietto e pelo ex-deputado Chiquinho Brazão.

Segundo esse levantamento, aproximadamente R$ 200 mil foram destinados por Flávio Bolsonaro, R$ 300 mil por Chris Tonietto e R$ 1,5 milhão por Chiquinho Brazão. A Polícia Federal investiga se parte dos recursos de emendas destinados a entidades do terceiro setor foi desviada mediante pagamentos indevidos, empresas interpostas ou outros mecanismos financeiros. As suspeitas ainda dependem da conclusão do inquérito.

Documentos e mensagens obtidos pela PF também mostram contatos entre Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe, e Maria de Fátima Bezerra Castro, assessora de Flávio Bolsonaro, a respeito da liberação de recursos. Calixto foi posteriormente condenado no processo relacionado ao assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes e à organização criminosa atribuída ao grupo dos irmãos Brazão.

Relatórios apontam valores e recortes diferentes sobre recursos

Há uma diferença relevante entre os valores divulgados por diferentes reportagens e ela deve permanecer explicitada. A Veja informa aproximadamente R$ 200 mil destinados diretamente por Flávio Bolsonaro ao Ifop. Já a Folha de S.Paulo, citando a PF, afirma que o parlamentar destinou cerca de R$ 600 mil à organização sob investigação, incluindo aproximadamente R$ 199 mil para o projeto Jogadores do Futuro e cerca de R$ 400 mil destinados por meio de emenda Pix a Barra do Piraí.

Os documentos públicos localizados nesta apuração não permitem afirmar, de forma conclusiva, se a diferença decorre exclusivamente de modalidades distintas de transferência, de projetos diferentes ou do recorte adotado por cada investigação. A conciliação dos montantes exige acesso integral aos planos de trabalho, empenhos, ordens bancárias, termos de parceria e relatórios de fiscalização.

A assessoria de Flávio Bolsonaro afirmou que as destinações foram realizadas dentro da legislação e segundo critérios técnicos do Ministério do Esporte, acrescentando que a responsabilidade pela execução dos recursos pertence à entidade beneficiária e que eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos órgãos de controle.

TCU examinou execução de emenda destinada ao instituto

Segundo documentos citados pelas reportagens, o Tribunal de Contas da União (TCU) também identificou problemas na execução de recursos destinados ao Ifop. Entre os pontos mencionados está a avaliação de que a entidade não teria demonstrado adequadamente busca por condições mais econômicas na contratação de fornecedores e prestadores de serviços.

A PF investiga ainda a atuação de Calixto como interlocutor em demandas relacionadas às emendas. Mensagens apreendidas mostram cobranças pela liberação de recursos e contatos com integrantes do gabinete parlamentar. Os investigadores também examinam contratações realizadas pelo instituto e eventual participação de pessoas vinculadas ao grupo político dos irmãos Brazão.

Esses fatos não demonstram, até o estágio atual, que a investigação do Ifop tenha relação financeira com a Entre Investimentos, o Banco Master, a Operação Crédito Oculto ou os repasses ao Havengate. O elemento comum entre algumas frentes é a presença de personagens políticos ou empresariais já mencionados em outras investigações, circunstância que não autoriza fundir processos distintos.

Linha do tempo dos principais acontecimentos

  • Outubro e novembro de 2023 — mensagens posteriormente apreendidas pela PF registram contatos entre Robson Calixto e assessoria de Flávio Bolsonaro sobre recursos para projeto ligado ao Ifop; posteriormente ocorre a destinação de aproximadamente R$ 199 mil.
  • Fevereiro a maio de 2025 — seis transferências relacionadas ao financiamento de “Dark Horse” somam pelo menos US$ 10,6 milhões, segundo documentação posteriormente revelada.
  • 28/08/2025 — Receita Federal, MPSP e outros órgãos deflagram a primeira fase da Operação Carbono Oculto, voltada à cadeia de combustíveis e às estruturas financeiras utilizadas para movimentação e ocultação patrimonial.
  • 16/09/2025 — uma nova transferência de US$ 1.666.667 ao Havengate eleva o montante conhecido relacionado ao financiamento de “Dark Horse” para aproximadamente US$ 12,3 milhões.
  • Maio de 2026 — tornam-se públicas informações de que recursos destinados ao Ifop estavam sob análise da Polícia Federal; no mesmo período, documentos sobre o financiamento privado de “Dark Horse” por Daniel Vorcaro passam ao centro das apurações.
  • Junho de 2026 — a PF realiza operação sobre suspeitas de desvios de emendas indicadas por Chiquinho Brazão a organizações da sociedade civil no Rio de Janeiro.
  • 09/09/2026 — o ministro André Mendonça homologa a colaboração premiada de Antônio Carlos Freixo Júnior, relacionada às investigações do Banco Master.
  • 10/09/2026 — PF e CGU deflagram a Operação Make Up, com 49 mandados de busca e apreensão, em investigação distinta sobre emendas e estruturas relacionadas a pessoas ligadas à produção de “Dark Horse”.
  • 24/09/2026 — Receita Federal e Gaeco/MPSP deflagram a Operação Crédito Oculto; Freixo e Humberto Tupinambá estão entre os alvos. No mesmo dia, Dario Durigan associa publicamente o Grupo Entre a recursos provenientes do Banco Master e do crime organizado, enquanto novas reportagens detalham a investigação sobre as emendas destinadas ao Ifop.

O avanço das investigações mostra que o problema examinado pelas autoridades deixou de se limitar ao delito praticado na atividade econômica de origem e passou a alcançar a infraestrutura financeira capaz de circular, fragmentar, converter e reintegrar recursos à economia formal. Fintechs, fundos, holdings, instrumentos de crédito, contas de passagem e estruturas internacionais aparecem como objetos recorrentes de rastreamento. Essa constatação descreve o foco institucional das investigações, mas não autoriza atribuir responsabilidade coletiva a todos os agentes que participaram das operações.

No caso de Antônio Carlos Freixo Júnior, há um ponto factual relevante: o empresário aparece em mais de uma investigação e empresas sob seu controle participaram de operações financeiras examinadas tanto no universo da Carbono Oculto quanto no Caso Master. O passo investigativo ainda necessário é determinar se existe nexo financeiro entre esses circuitos ou se são negócios distintos executados por um mesmo operador. A declaração de Dario Durigan reforça uma hipótese de conexão, mas a demonstração judicial dessa relação dependerá do rastreamento da origem e do destino de cada fluxo.

A investigação sobre o Ifop apresenta problema diferente: controle e rastreabilidade de recursos públicos destinados por emendas parlamentares a organizações privadas. Os diálogos apreendidos pela PF, os achados atribuídos ao TCU e a participação de pessoas posteriormente condenadas no caso Marielle justificam o aprofundamento da fiscalização, mas não tornam automaticamente os parlamentares responsáveis por eventuais desvios praticados na execução. A apuração deverá esclarecer como as entidades foram selecionadas, como os projetos foram contratados, quem efetivamente recebeu os pagamentos e se houve contrapartidas, direcionamento ou apropriação indevida.

O núcleo factual consolidado até 24/09/2026 é que a Crédito Oculto alcançou Freixo e um ex-dirigente do Banco Genial, que a Entre aparece no circuito de transferências investigadas no Caso Master e em “Dark Horse”, e que outra investigação da PF examina recursos destinados ao Ifop por diferentes parlamentares. A relevância pública reside na necessidade de verificar se instrumentos legítimos do mercado financeiro e do orçamento público foram utilizados para ocultação patrimonial, lavagem de capitais ou desvio de verbas. Receita Federal, Ministério Público, Polícia Federal, PGR, STF, TCU e demais órgãos de controle terão de produzir e confrontar a documentação necessária para definir quais conexões são efetivamente comprovadas e quais permanecerão apenas como hipóteses investigativas.

Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia

Fonte: Clique aqui

Deixe o primeiro comentário