Perícia encontra bala na cabeça de corretora morta em Goiás, diz TV

Síndico do prédio confessou o assassinato; polícia realizou testes de tiro no local para entender a dinâmica do crime

Reprodução / Câmeras de SegurançaDaiane Alves Souza sumiu no dia 17 de dezembro, no condomínio onde morava; corpo foi encontrado na última quarta-feira (28)

Novos detalhes sobre a morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, foram divulgados neste domingo (1º). Segundo o programa “Fantástico”, da TV Globo, a perícia encontrou uma bala alojada na cabeça da vítima. O crime ocorreu em Caldas Novas (GO) e foi confessado pelo síndico do condomínio onde ela morava.

Embora a bala tenha sido localizada no corpo, a dinâmica exata do assassinato ainda é incerta. No dia do desaparecimento de Daiane, 17 de dezembro, nenhum vizinho relatou ter escutado barulho de tiros. Além disso, a arma utilizada por Cléber Rosa de Oliveira, o síndico, ainda não foi apresentada às autoridades.

A Polícia Civil enfrenta desafios para montar o quebra-cabeça do crime. As buscas realizadas no chão do local e no carro de Cléber não revelaram sinais visíveis de sangue. O celular da corretora foi recuperado dentro de uma tubulação de esgoto na garagem, mas o local exato da morte ainda não está totalmente esclarecido.

A principal linha de investigação aponta que o crime teria ocorrido no subsolo do edifício. A polícia acredita que, após o assassinato, o corpo foi colocado na caçamba da caminhonete do síndico e transportado para uma área de mata. Estima-se que toda essa ação tenha durado menos de oito minutos.

Reconstituição com tiros

A polícia realizou a reconstituição do crime na última quarta-feira (28). Durante os trabalhos, foram efetuados disparos de arma de fogo dentro do prédio. O objetivo, segundo o delegado André Barbosa, era verificar se o som seria ouvido pelos moradores e testar a veracidade do depoimento de Cléber.

Os residentes foram avisados com antecedência sobre os testes para evitar pânico. O delegado reforçou que o caso é tratado com cautela e que a função técnica desses disparos ajudará a esclarecer como o crime aconteceu.

Síndico confessou assassinato de corretora e levou polícia até o corpo

O síndico Cléber Rosa de Oliveira confessou ter assassinado a corretora de imóveis Dayane Aparecida e levou as autoridades até o local onde havia ocultado o corpo. A vítima foi encontrada após o homem e o filho dele serem presos durante uma operação da Polícia Civil realizada na quarta-feira.

A ação encerrou as buscas pela vítima, que estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro. Segundo a investigação, os dois presos eram apontados como os principais suspeitos do crime. Logo após as prisões, o síndico admitiu a autoria e indicou o local de onde estava o corpo: em uma área de mata densa a cerca de 15 quilômetros da cidade, na rodovia que liga Caldas Novas a Catalão.

A Polícia Civil disse que a ordem de prisão contra o síndico e o filho foi expedida com base em um inquérito que já reunia provas da participação deles antes mesmo da confissão.

O delegado André Barbosa explicou que a apuração permitiu ligar o síndico ao desaparecimento da corretora. “Conseguimos demonstrar na investigação que ele tinha os meios, o modo e o motivo para praticar o crime. Então, com o cumprimento dos mandados de busca […], ele confessou a autoria delitiva, disse o local onde o corpo estava e então teve a materialidade necessária”, afirmou Barbosa.

Cronologia do desaparecimento

Segundo a investigação, o desaparecimento de Dayane ocorreu após uma queda de energia no apartamento da corretora. Imagens de câmeras de segurança e um vídeo enviado pela própria Daiane a uma amiga mostram seus últimos passos.

Nas gravações, Daiane aparece mostrando o imóvel sem luz, descendo até a portaria — onde questionou o funcionário sobre a falha elétrica — e conversando com um vizinho no elevador. O circuito interno registrou o momento em que ela desceu ao subsolo do edifício para religar o relógio de energia. Ela estaria gravando um segundo vídeo no celular durante esse trajeto, mas o arquivo não chegou a ser enviado.


Jovem Pan

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