Viúvo de mulher que morreu após nadar em piscina: ‘Sentia o peito arder’
Ele recebeu alta no domingo
Vinícius de Oliveira, viúvo de Juliana Bassetto, que morreu após uma aula de natação em uma academia em São Paulo, lembra que sentiu o peito “ardendo” após 15 minutos na piscina.
“A gente estava nadando já fazia uns 15 minutos. E aí acho que foi o momento em que a mistura foi feita. Eu lembro que eu estava na raia da direita e já encostei na parede sufocando, sentindo o peito ardendo”, disse ao Fantástico, da TV Globo, em entrevista veiculada no domingo (15).
Vinícius conta que saiu da piscina e pediu socorro. “Só que aí eu olhei para trás, e a Ju estava tendo a mesma reação que eu. Aí eu voltei para ajudar ela. Aí a gente conseguiu subir ela e a gente evacuou ela da piscina”, lembrou.
Ele recebeu alta no domingo. A professora morreu aos 27 anos após sofrer intoxicação na piscina da academia C4 Gym, em Parque São Lucas, zona leste da capital.
A academia foi interditada pela prefeitura pouco depois do incidente. A Polícia Civil indiciou os sócios da academia, Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração por homicídio com dolo eventual – quando se assume o risco de matar.
A juíza Paula Marie Konno negou o pedido de prisão dos sócios. Segundo sua decisão, a polícia e o MP não chegaram a apresentar motivos suficientes para justificar “a medida segregatória extrema”, além de já terem prestado depoimento. Não há, nos autos, registro de que os investigados estivessem “intimidando ou constrangendo testemunhas.”
Jovem Pan




