Presidente Lula cobra solução para endividamento das famílias, critica alta de combustíveis e defende acesso a medicamentos no SUS
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na quinta-feira (26/03/2026), que determinou ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, a apresentação de medidas para enfrentar o endividamento das famílias brasileiras, com inclusão de ações de educação financeira para melhorar o planejamento orçamentário da população.
Durante visita à unidade industrial da montadora Caoa, em Anápolis (GO), o presidente reconheceu que, apesar de indicadores positivos da economia, há elevado nível de endividamento entre os brasileiros, o que demanda políticas específicas para reorganização financeira.
Segundo Lula, o objetivo não é impedir o acesso ao crédito, mas facilitar o pagamento de dívidas e orientar o uso responsável da renda, evitando que compromissos financeiros ultrapassem a capacidade mensal de pagamento.
Governo prepara medidas para dívidas e educação financeira
O presidente destacou que o Ministério da Fazenda trabalha na construção de propostas que permitam renegociação de dívidas e melhoria da gestão financeira das famílias.
A iniciativa inclui campanhas educativas voltadas ao uso consciente do crédito, com atenção especial ao impacto do cartão de crédito no orçamento doméstico.
Dario Durigan, que assumiu recentemente o comando da pasta, afirmou que o país vive um cenário com crescimento econômico, geração de empregos e controle inflacionário, considerado relevante no contexto econômico atual.
Produtividade, inovação e debate sobre jornada de trabalho
Entre os desafios apontados pelo ministro estão o aumento da produtividade e o estímulo à inovação, com foco na qualificação da mão de obra e no ambiente econômico.
Durigan também mencionou a discussão sobre a redução da escala de trabalho 6×1, como parte de um conjunto de mudanças que podem impactar a organização do trabalho no país.
O ministro destacou ainda os efeitos da reforma tributária, que deve promover maior eficiência no sistema de arrecadação e contribuir para o crescimento econômico.
Governo contesta aumento de combustíveis
Durante a agenda, Lula afirmou que considera injustificável o aumento dos preços do óleo diesel, gasolina e etanol, mesmo com medidas adotadas pelo governo para conter a alta.
O presidente declarou que o governo mobilizou a Polícia Federal e órgãos de defesa do consumidor, como os Procons, para fiscalizar possíveis aumentos indevidos nos postos de combustíveis.
Segundo ele, o aumento dos preços não estaria diretamente relacionado ao cenário internacional, incluindo conflitos no Oriente Médio, e não deveria ser repassado ao consumidor final.
Impacto do cenário internacional nos preços
O comportamento dos preços dos combustíveis segue sob monitoramento devido a tensões geopolíticas envolvendo o Irã, que impactam a cadeia global de petróleo.
No Brasil, o governo adotou medidas como a redução de tributos federais (PIS e Cofins) para mitigar os efeitos da alta internacional.
O diesel é o combustível mais sensível às variações externas, já que o país importa cerca de 30% do volume consumido, o que amplia a exposição ao mercado global.
Acesso a medicamentos e papel do Estado
Em outra agenda, no complexo industrial da Brainfarma, Lula defendeu que políticas públicas voltadas ao acesso a medicamentos são essenciais e não devem ser tratadas como despesas.
O presidente citou o programa Farmácia Popular como instrumento para garantir o acesso da população a medicamentos de uso contínuo, especialmente para pessoas de baixa renda.
Segundo ele, o Estado tem a responsabilidade de assegurar esse direito, destacando que o programa disponibiliza 41 medicamentos, alguns com alto custo no mercado.
*Com informações da Agência Brasil.
Redação do Jornal Grande Bahia




