Feira de Santana cria 1.206 empregos formais em junho de 2026; Serviços impulsionam alta e Construção perde 359 vagas

Dados do Novo Caged consultados nesta quinta-feira (30/07/2026) mostram que Feira de Santana criou 1.206 empregos formais em junho de 2026, resultado de 6.422 admissões e 5.216 desligamentos. O município alcançou estoque de 151.742 vínculos celetistas ativos, com crescimento de 0,80% em relação ao mês anterior. O desempenho foi impulsionado por Serviços, que gerou 1.398 postos, enquanto a Construção perdeu 359 vínculos e a Agropecuária apresentou saldo negativo de 12 empregos.

Feira de Santana registra crescimento de 0,80% no emprego formal

O saldo mensal corresponde à diferença entre as admissões e os desligamentos informados pelos empregadores ao Governo Federal. Em junho, as contratações superaram as demissões em 1.206 vínculos, ampliando o estoque municipal de empregos com carteira assinada para 151.742 postos.

A expansão relativa de 0,80% registrada em Feira de Santana ficou acima das variações observadas na Bahia, de 0,41%, e no Brasil, de 0,30%. No mesmo período, o estado baiano contabilizou 87.327 admissões, 78.342 desligamentos e saldo positivo de 8.985 empregos formais.

No cenário nacional, o mercado de trabalho celetista criou 145.161 postos em junho, decorrentes de 2.220.131 admissões e 2.074.970 desligamentos. O estoque brasileiro chegou a 48.032.308 vínculos ativos. O Nordeste, por sua vez, apresentou saldo de 34.433 empregos, com alta relativa de 0,43%.

Serviços geram 1.398 empregos e sustentam resultado municipal

O setor de Serviços concentrou o crescimento do mercado formal feirense. Foram registradas 3.618 admissões e 2.220 demissões, o que produziu saldo positivo de 1.398 postos de trabalho. O estoque do segmento chegou a 71.224 vínculos, com expansão mensal de 2%.

A quantidade de empregos criados em Serviços superou o saldo total do município porque as perdas ocorridas em outras atividades reduziram o resultado consolidado. O setor representa aproximadamente 46,9% de todos os vínculos formais contabilizados em Feira de Santana, confirmando sua predominância na estrutura ocupacional local.

A tabela e o gráfico apresentados na página única do painel mostram que os três setores com resultado positivo — Serviços, Indústria e Comércio — criaram conjuntamente 1.577 postos. Esse avanço foi parcialmente reduzido pela eliminação de 371 empregos na Construção e na Agropecuária, resultando no saldo final de 1.206 vagas.

Indústria mantém crescimento moderado

A Indústria registrou 748 contratações e 649 desligamentos em junho. A diferença gerou saldo positivo de 99 empregos, elevando o estoque mensal do segmento para 25.347 vínculos formais.

A variação relativa da atividade industrial foi de 0,39%. Embora o saldo tenha ficado distante do desempenho de Serviços, o resultado manteve o setor em expansão e contribuiu para compensar parte das perdas observadas na Construção.

A Indústria reúne aproximadamente 16,7% do estoque municipal de empregos formais, ocupando a terceira posição entre os grandes grupamentos econômicos, atrás de Serviços e Comércio.

Comércio cria 80 postos de trabalho

O Comércio contabilizou 1.428 admissões e 1.348 desligamentos, com saldo positivo de 80 postos formais. O estoque do setor chegou a 41.686 vínculos, correspondente a aproximadamente 27,5% do total registrado no município.

A variação relativa foi de 0,19%, indicando crescimento moderado. Apesar de ter realizado o segundo maior número de admissões entre os setores analisados, o Comércio também apresentou elevada quantidade de desligamentos, o que limitou o saldo líquido.

O resultado demonstra que a movimentação comercial permaneceu positiva em junho, mas com diferença reduzida entre entradas e saídas de trabalhadores. A continuidade da expansão dependerá do comportamento do consumo, das vendas, da atividade empresarial e das contratações nos meses seguintes.

Construção elimina 359 empregos em junho

A Construção apresentou o principal resultado negativo do mercado de trabalho de Feira de Santana. O setor realizou 608 admissões, mas registrou 967 desligamentos, encerrando junho com perda líquida de 359 postos formais.

O estoque da atividade recuou para 12.746 vínculos, com variação negativa de 2,74%, a maior retração proporcional entre os cinco grandes grupamentos econômicos. As demissões na Construção representaram o principal fator de redução do saldo municipal.

O resultado contrasta com o crescimento observado em Serviços, Indústria e Comércio. A evolução dos próximos meses deverá indicar se a retração esteve associada ao encerramento de etapas de obras, à sazonalidade dos contratos ou a uma redução mais prolongada do nível de atividade.

Agropecuária tem saldo negativo de 12 vínculos

A Agropecuária registrou a menor movimentação entre os setores econômicos analisados. Foram contabilizadas 20 admissões e 32 demissões, resultando na eliminação de 12 empregos formais.

O estoque do segmento ficou em 739 vínculos, com retração relativa de 1,60%. Embora o impacto numérico sobre o resultado geral tenha sido limitado, o indicador confirma a redução dos empregos celetistas vinculados às atividades agropecuárias no município durante o mês.

A participação reduzida do setor no estoque formal também mostra que o emprego registrado em Feira de Santana está concentrado principalmente nas atividades urbanas de Serviços, Comércio, Indústria e Construção.

Feira de Santana responde por parcela relevante do saldo baiano

Os 1.206 postos criados em Feira de Santana equivalem a aproximadamente 13,4% do saldo positivo da Bahia em junho, que chegou a 8.985 vínculos. A participação municipal ocorreu em um ambiente estadual de crescimento do emprego, com resultados positivos em diferentes setores e municípios.

A comparação relativa também evidencia que a expansão feirense foi superior à média estadual. Enquanto o estoque formal da Bahia cresceu 0,41%, Feira de Santana apresentou avanço de 0,80%, diferença associada principalmente ao desempenho do setor de Serviços.

Os dados do Novo Caged são formados por informações provenientes do eSocial, do Caged e do Empregador Web. O sistema acompanha mensalmente admissões, desligamentos, saldo e estoque do emprego formal, permitindo a análise por município, unidade federativa, atividade econômica e características dos trabalhadores.

Linha do tempo do emprego formal em Feira de Santana em 2026

Fevereiro de 2026 — saldo positivo de 607 empregos: o município registrou 5.979 admissões e 5.372 desligamentos. Serviços liderou a geração de vagas, enquanto Construção e Indústria também contribuíram para o resultado mensal.

Março de 2026 — saldo positivo de 1.691 empregos: foram contabilizadas 7.002 admissões e 5.311 demissões. O resultado colocou Feira de Santana entre os principais municípios baianos na abertura de postos formais naquele mês.

Abril de 2026 — saldo positivo de 325 empregos: o município realizou 5.801 admissões e manteve o mercado formal em expansão, embora em ritmo inferior ao registrado em março.

Maio de 2026 — saldo negativo de 168 empregos: foram registradas 5.716 admissões e 5.884 demissões. O resultado interrompeu a sequência positiva observada entre fevereiro e abril, com concentração das perdas no setor de Serviços.

Junho de 2026 — saldo positivo de 1.206 empregos: o mercado formal voltou a crescer, impulsionado pela criação de 1.398 postos em Serviços, apesar da eliminação de 359 vínculos na Construção.

Os resultados de competências anteriores podem ser atualizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego à medida que declarações enviadas fora do prazo são incorporadas à base. Por essa razão, os números apresentados na linha do tempo correspondem aos dados divulgados em cada período e estão sujeitos a revisões posteriores.

O resultado de junho demonstra recuperação do emprego formal depois da retração registrada em maio, mas revela uma expansão setorialmente concentrada. O saldo de Serviços superou o resultado total do município, enquanto Construção e Agropecuária eliminaram postos de trabalho. Assim, o crescimento agregado não ocorreu de maneira uniforme entre as atividades econômicas.

A perda de 359 empregos na Construção, acompanhada de retração relativa de 2,74%, constitui o principal indicador a ser acompanhado nas próximas divulgações. Ao mesmo tempo, a expansão de 2% no estoque de Serviços reforça a dependência do mercado feirense desse grupamento. O painel municipal não apresenta, nesse recorte, informações detalhadas sobre remuneração, jornada, ocupações, escolaridade ou modalidade dos contratos, elementos necessários para avaliar a qualidade dos novos vínculos.

Feira de Santana encerrou junho com 1.206 novos postos formais, estoque de 151.742 trabalhadores celetistas e crescimento superior às médias estadual e nacional. A continuidade desse desempenho dependerá da manutenção das contratações em Serviços, Indústria e Comércio e da capacidade de reversão das perdas na Construção.

Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia

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