Ibititá pode receber título de Capital do Cuscuz após projeto apresentado na ALBA

O deputado Pedro Tavares (UB) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), um projeto de lei que propõe conceder a Ibititá o título estadual de “Capital do Cuscuz”. A iniciativa pretende reconhecer a relação histórica, cultural e econômica do município com o prato tradicional da culinária nordestina.

Segundo o parlamentar, a denominação já é utilizada pela população local, moradores da região e visitantes como referência à identidade gastronômica de Ibititá. A proposta busca oficializar esse reconhecimento por meio de legislação estadual.

O projeto também prevê a criação de mecanismos pelo Executivo estadual para incentivar ações de divulgação do título em todo o território baiano, caso seja aprovado.

Festival do Cuscuz reúne cultura, gastronomia e turismo em Ibititá

Na justificativa apresentada à ALBA, Pedro Tavares afirmou que o cuscuz representa uma tradição cultural do município e está associado às práticas alimentares e aos costumes da população local.

Ibititá realiza anualmente, no mês de maio, o Festival do Cuscuz, evento que reúne atividades como degustações da cuscuzeira gigante, apresentações culturais, concursos gastronômicos, exposição de produtos derivados do cuscuz, quadrilhas juninas e a Corrida do Cuscuz.

O deputado destacou que a programação integra diferentes áreas, incluindo cultura, turismo, gastronomia, esporte e desenvolvimento econômico, além de fazer parte das comemorações do aniversário de emancipação política do município.

Projeto prevê reconhecimento do Festival do Cuscuz como manifestação cultural

A proposta apresentada por Pedro Tavares inclui o reconhecimento do Festival do Cuscuz de Ibititá como manifestação cultural e de interesse social e turístico para o município.

Na avaliação apresentada pelo deputado, o evento contribui para fortalecer atividades ligadas à agricultura familiar, ao comércio local e aos pequenos empreendedores.

O parlamentar também destacou a produção de milho em Ibititá, matéria-prima utilizada na fabricação do cuscuz, ressaltando a importância da cadeia produtiva associada ao alimento.

Cuscuz é apontado como elemento de identidade regional

Segundo a justificativa do projeto, o cuscuz é tratado como um símbolo cultural ligado à alimentação, à convivência comunitária e à transmissão de conhecimentos entre gerações.

O deputado citou ainda produtos desenvolvidos no município a partir do ingrediente, como sorvete e licor de cuscuz, iniciativas que ampliam a presença do alimento na economia local.

Para Pedro Tavares, o reconhecimento como Capital do Cuscuz pode estimular ações voltadas ao turismo, à valorização gastronômica e ao fortalecimento das atividades econômicas relacionadas ao produto.

Redação do Jornal Grande Bahia

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