Artista feirense Marluce Moura retoma agenda cultural em mostra realizada em Brejões
A artista plástica feirense Marluce Moura retomou na sexta-feira, 12/06/2026, a sua participação em eventos artísticos e culturais ao integrar a mostra “Um Encontro de Amor”, realizada na Casa Amarela, em Brejões, no interior da Bahia. A atividade fez parte da programação especial do projeto “Portas Abertas”, idealizado pela artista Albah Sampaio em celebração ao Dia dos Namorados, reunindo artes visuais, música, gastronomia e poesia em uma noite dedicada à produção cultural regional.
A presença de Marluce Moura na mostra representou uma retomada simbólica de sua participação em exposições e atividades culturais. Natural de Feira de Santana e radicada em Brejões há alguns anos, a artista voltou a apresentar obras recentes ao público, reafirmando sua trajetória no campo das artes visuais e sua relação com a produção cultural baiana.
Durante o evento, Marluce exibiu duas obras produzidas com a técnica do pastel, procedimento que integra sua linguagem artística e reforça a marca visual de seu trabalho. As peças retratam o prefeito de Nova Itarana, Ricardo de Deca, e Maria Karolina, primeira-dama do município de Brejões.
Reconhecida pelo estilo realista e pela sobriedade de seus retratos, a artista tem no desenho de faces humanas uma de suas principais formas de expressão. Sua produção busca traduzir sentimentos, temperamentos e traços psicológicos por meio da observação da fisionomia, explorando a relação entre imagem, emoção e identidade.
Mostra “Um Encontro de Amor” reuniu arte, música, gastronomia e poesia
A mostra “Um Encontro de Amor” foi realizada na Casa Amarela, espaço cultural mantido por Albah Sampaio em Brejões. A iniciativa integrou o projeto “Portas Abertas”, concebido como ambiente de encontro entre artistas, público e expressões culturais diversas.
A programação combinou diferentes linguagens artísticas, com exposição de obras, apresentação musical de Jorge Café, poesia e gastronomia assinada pela pizzaria Sabores de Napoli. O formato reforçou a proposta de aproximar a comunidade de manifestações culturais em um espaço de convivência, fruição estética e valorização da produção regional.
A escolha do Dia dos Namorados como eixo temático conferiu ao evento um caráter afetivo e simbólico. A exposição, ao reunir retratos, música e gastronomia, articulou elementos de memória, identidade e celebração, ampliando o alcance cultural da atividade para além da apresentação individual de obras.
Trajetória artística começou na infância e ganhou projeção em 1996
Graduada em Administração, Marluce Moura iniciou sua relação com a arte ainda na infância. A artista passou a expor oficialmente em 1996, após concluir formação no Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), em Feira de Santana, instituição vinculada à Universidade Estadual de Feira de Santana.
Ao longo da carreira, desenvolveu trabalhos voltados ao retrato realista, participou de exposições e eventos culturais em diferentes regiões da Bahia e manteve diálogo com pesquisas sobre arte rupestre e com referências da arte contemporânea.
Sua produção tem como eixo a representação humana, especialmente por meio de retratos que procuram captar expressões instantâneas e dimensões subjetivas dos personagens retratados. Essa característica aproxima sua obra de uma tradição figurativa centrada no rosto como território de memória, presença e interpretação emocional.
Participação reforça valorização da arte produzida no interior da Bahia
A participação de Marluce Moura em Brejões também evidencia a importância dos espaços culturais independentes e comunitários na circulação de artistas fora dos grandes centros urbanos. Em municípios do interior, iniciativas como a Casa Amarela ampliam o acesso do público à produção artística e fortalecem redes locais de criação, formação e convivência cultural.
Eventos de pequeno e médio porte têm papel relevante na preservação da memória artística regional, sobretudo quando aproximam artistas experientes, novos públicos e diferentes linguagens. Nesse contexto, a presença de uma artista feirense radicada em Brejões contribui para consolidar pontes culturais entre municípios baianos.
A retomada da agenda pública de Marluce Moura ocorre em um momento em que a valorização da arte local permanece associada à capacidade de espaços culturais manterem programação ativa, diálogo comunitário e reconhecimento de trajetórias individuais. A mostra, nesse sentido, funcionou tanto como celebração artística quanto como reafirmação da presença da artista no circuito cultural da região.
Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia




