PM que matou mulher com tiro no peito em SP passa de estagiária para soldado
Duas semanas após o crime na zona leste da capital, a policial foi efetivada com reajuste salarial; ela foi afastada das ruas após o episódio
A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, foi efetivada no cargo de soldado duas semanas após atirar e matar Thawanna Salmázio com um tiro no peito. A publicação da mudança de posto foi oficializada no Diário Oficial de sexta-feira (17).
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a alteração não configura uma promoção, mas sim uma equiparação salarial, já que ela passou da condição de aluna-soldado para soldado. O ajuste representou um acréscimo de R$ 480 nos vencimentos da agente.
Atualmente, a policial está afastada do policiamento nas ruas e é alvo de investigações conduzidas pela Corregedoria da Polícia Militar e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil.
O caso
O crime ocorreu na madrugada do dia 3 de abril, no bairro de Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo. A ação foi parcialmente registrada por câmeras corporais.
A vítima, Thawanna, caminhava pela rua ao lado do marido quando o braço dele esbarrou no retrovisor de uma viatura da Polícia Militar. O agente que conduzia o veículo deu marcha à ré para questionar o casal sobre o ocorrido, dando início a uma discussão.
Yasmin, que ocupava o banco do passageiro, desceu da viatura e se envolveu no bate-boca. Em determinado momento, Thawanna disse para a agente não apontar o dedo em seu rosto e, logo na sequência, a PM efetuou o disparo que atingiu o peito da vítima.
Aos colegas de farda, Yasmin justificou o disparo alegando que a vítima havia lhe dado um tapa no rosto. A policial atuava no patrulhamento nas ruas há cerca de três meses e, no momento da abordagem, não utilizava câmera corporal, equipamento que estava sendo portado apenas pelo PM que a acompanhava na viatura.
Júlia Fermino e Nícolas Robert




