Brasil dá “passo para cima” no Mundial Sub-20 e mira renovação para a Copa de 2027
A Seleção Brasileira Feminina Sub-20 encerrou sua participação na Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA 2026™ nas quartas de final, após derrota por 1 a 0 para a Espanha, em 19 de setembro, na Polônia. Apesar da eliminação, a campanha reuniu resultados contra seleções do top 10 do Ranking Mundial Feminino da FIFA e ampliou a experiência internacional de uma geração que poderá integrar o processo de renovação da equipe principal nos próximos ciclos.
A treinadora Camilla Orlando avaliou que a equipe conseguiu evoluir durante a competição e classificou o desempenho como um avanço no processo de formação.
“Era hora de a gente dar um passo para cima, e a gente deu esse passo para cima mesmo não saindo com a classificação para a semifinal”, afirmou após a partida contra a Espanha.
Em cinco jogos disputados na Polônia, o Brasil marcou 10 gols e sofreu gols em partidas diante de Espanha e Estados Unidos, além de registrar vitórias sobre Tanzânia, Canadá e Inglaterra. A equipe brasileira também enfrentou situações distintas de competição, incluindo partidas contra adversários de alto nível, desvantagem no placar, prorrogação e decisão por pênaltis.
Brasil supera três seleções do top 10
A trajetória começou com vitória por 4 a 1 sobre a Tanzânia. Na sequência, a Seleção derrotou o Canadá por 3 a 0 e a Inglaterra por 2 a 1, duas seleções apontadas no texto como integrantes do top 10 do ranking mundial.
Contra a Inglaterra, o Brasil sofreu o primeiro gol, mas conseguiu virar a partida no segundo tempo. Gisele marcou o gol da virada nos acréscimos, completando uma reação construída na etapa final.
Nas oitavas de final, diante dos Estados Unidos, a equipe brasileira empatou por 1 a 1 e avançou nos pênaltis. Sofia Couto marcou o gol brasileiro, e a Seleção converteu as cinco cobranças na disputa decisiva. Nas quartas de final, entretanto, o Brasil foi derrotado por 1 a 0 pela Espanha, líder do Ranking Mundial Feminino da FIFA.
Oito dos dez gols saíram no segundo tempo
Outro aspecto destacado na campanha foi a produção ofensiva após o intervalo. Oito dos dez gols brasileiros foram marcados no segundo tempo, incluindo três contra a Tanzânia, dois diante do Canadá, os dois da virada sobre a Inglaterra e o gol de Sofia Couto contra os Estados Unidos.
A treinadora atribuiu essa evolução a ajustes realizados ao longo das partidas, com mudanças de posicionamento, leitura dos espaços e alterações na escalação. Segundo Camilla, a equipe conseguiu encontrar soluções diante de adversários que reduziram os espaços disponíveis para construção das jogadas.
A campanha também ampliou a utilização do elenco. Camilla Orlando promoveu mudanças durante a competição e contou com jogadoras que saíram do banco para participar de diferentes momentos das partidas. A estratégia permitiu que mais atletas acumulassem experiência em confrontos internacionais e situações de pressão competitiva.
Experiência compartilhada entre diferentes gerações
O trabalho da equipe Sub-20 integra uma estrutura de formação que busca aproximar as categorias de base da Seleção Brasileira principal. Camilla Orlando atua em sintonia com a comissão comandada por Arthur Elias, enquanto Rilany Silva conduz a Seleção Sub-17.
Essa conexão aparece também nos comportamentos buscados pelas equipes, como pressão alta, recuperação rápida da posse de bola e busca vertical pelo gol. A circulação de atletas e a disputa por posições fazem parte do processo de formação e preparação para diferentes níveis de competição.
A goleira Thaís Silva, de 18 anos, foi citada como um exemplo dessa integração. Segundo o material da FIFA, Rilany Silva foi responsável por descobrir a jogadora, que teve participação destacada durante o Mundial Sub-20.
Espanha encerra campanha brasileira
A derrota para a Espanha interrompeu a trajetória brasileira na competição. A seleção espanhola é apontada no texto como uma equipe cuja identidade tática atravessa diferentes categorias e equipes nacionais.
Para Camilla Orlando, porém, o resultado não elimina os efeitos acumulados durante o torneio. A treinadora destacou a evolução da equipe diante de adversários de diferentes características e afirmou que as jogadoras ganharam experiência para os próximos desafios.
A participação no Mundial Sub-20 não garante convocação para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil. A competição, entretanto, representa uma das etapas possíveis no desenvolvimento das atletas que poderão chegar à Seleção principal.
Preparação para a Copa do Mundo de 2027
A proximidade da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027™, no Brasil, amplia a atenção sobre o processo de formação de jogadoras para a equipe principal. Algumas atletas que passaram pelas categorias de base já tiveram contato com o futebol internacional e com a Seleção principal.
Camilla Orlando afirmou que a experiência adquirida na Polônia poderá contribuir para a trajetória das jogadoras. Segundo a treinadora, as atletas acumularam experiência competitiva e estão em condições de disputar novos desafios caso sejam consideradas para a equipe principal.
A campanha, portanto, terminou antes da semifinal, mas deixou como dados objetivos cinco partidas disputadas, 10 gols marcados, três vitórias sobre seleções do top 10, uma classificação nos pênaltis e a presença entre as oito melhores equipes do Mundial Sub-20 de 2026. O desempenho passa a integrar o processo de formação de uma geração que poderá disputar espaço no futebol brasileiro nos próximos anos.
Redação do Jornal Grande Bahia




